CAFIL-UNIFESP chama para REUNIÃO DEBATE sobre A REPRESSÃO E OS PROCESSOS JUDICIAIS

Quinta, 3 de julho – 19 hs [após ato na Congregação]
Unifesp Guarulhos – Campus Provisório
Avenida Monteiro Lobato, 679 – Centro – Guarulhos
10488347_639210596156120_1784352102356325272_n

No momento, três companheiras valorosas que estiveram na luta do movimento estudantil foram condenadas pela justiça. Elas, assim como diversos outros lutadores/a encamparam em 2012 uma greve de mais de 6 meses, além de ocuparem duas vezes a Diretoria Acadêmica. Para isso, a Polícia Militar teve de invadir a Universidade e reprimir e prender diversos ativistas.

A luta na Unifesp Guarulhos se iniciou em 2007, conjuntamente com a criação do campus. Campus esse que não constava – e ainda não consta – com uma infraestrutura capaz de atender as demandas dos estudantes e trabalhadores da Universidade. O ano de 2012 foi apenas o último episódio, até o momento, e o episódio de maior luta e combatividade que o ME protagonizou.

Além disso, muitos que lutaram e ainda hoje estão na luta, se deparam com o aparato repressivo da ordem burguesa nas ruas. Cada novo ato de rua é recebido com a Tropa de Choque de Polícia Militar, a Cavalaria, além de civis infiltrados, “à paisana”.

Temos hoje 2 presos políticos a partir de uma verdadeira “arapuca” montada pela polícia civil, buscando criar um flagrante. Além disso, diversas intimações da Polícia a partir de um inquérito que tem como propósito fichar quem está nas ruas, lutando, dia após dia.

Dentro das Universidades, ou fora delas, quem luta se depara com as forças repressivas da ordem. Além disso, na própria UNIFESP, nas últimas semanas tivemos conhecimento de que estudantes estão sofrendo sindicância, ora por ser a pessoa que pede a liberação para a quadra ser aberta, ora por se alimentar no bandejão e não pagar porque o auxílio-alimentação é insuficiente, e a sindicância mais recente, que o diretor acadêmico Daniel Vazquez move uma sindicância contra as estudantes, que são mães, na sua luta pela reivindicação da creche.

Toda prisão é uma derrota dos que estão na luta. Derrota parcial. Fruto da desorganização do movimento e das organizações que não se colocam à altura das lutas que começam a se protagonizar. Mas cada derrota pode ser um caminho para a vitória. Temos de aprender a lição dos últimos acontecimentos.

De forma imediata, devemos responder a essas prisões. Devemos encampar uma ampla luta contra os processos. E, portanto, essa reunião se propõe a isso, para que possamos tirar um aprendizado da atual situação, e possamos abrir a perspectiva do impasse que a juventude se encontra, lutando nas ruas, com toda a disposição, mas ainda não tem ao seu lado o movimento operário como força fundamental, não apenas para não sofrer da repressão policial e política judicial, mas sobretudo para conquistar as reivindicações que movem jovens hoje para as ruas.

Liberdade imediata aos presos políticos!

Abaixo os processos judiciais!

Evento: https://www.facebook.com/events/269398069910241/?ref_dashboard_filter=upcoming

Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.