SEM LUTA UNIFESP NÃO RETORNA À PERIFERIA

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Greve e ocupação em 2012: luta dos estudantes garantiu o início das obras!

Desde 2007 os estudantes lutam contra a precarização da Unifesp. Não será diferente em 2014. A mudança a toque de caixa, imposta pela conservadora Congregação, impôs à comunidade acadêmica um local pior que o anterior, prejudicando ainda mais a formação dos estudantes. E tudo isto pela bagatela de R$ 15 milhões dos cofres públicos.

O principal objetivo desta manobra da Congregação era afastar os estudantes das obras no Pimentas. E logo no início uma das docentes que mais defendem a saída dos Pimentas, ardilosamente, tentou atrapalhar o inicio das obras. Coisa de gente tinhosa. Por pouco a justiça paralisa as obras do prédio do Campus Guarulhos Pimentas.

Em 2014 o governo federal promete cortar verbas da universidade. A reitoria reclama pelos cantos, sabe que seus projetos plurais e democráticos estão ameaçados. Neste sentido, vem mobilizando seus aliados para usar o movimento estudantil como massa de manobra. Vamos ficar atentos, até porque este corte de verbas, além de prejudicar os estudantes bolsistas, pode ainda ser utilizado para implodir a construção do prédio no Pimentas.

Entre as diversas lutas estudantis duas se destacam: volta aos Pimentas e a disputa pelo poder na universidade. Os docentes brigam por cada centavo do orçamento da Unifesp e devemos fazer o mesmo. Enquanto não entramos nesta disputa pelo poder, resta aos estudantes que dependem de bolsa verdadeiras migalhas. O que garante o poder docente? Simples, o regime imposto nas votações de 70% (docentes) – 15% (estudantes) e 15% (TAs).

Sem uma ampla mobilização estudantil, todo o plano dos escolásticos, parte do famigerado “dossiê Juvenal”, paulatinamente será imposto: dividir a universidade. Alguns cursos não devem voltar para o Pimentas após conclusão das obras, principalmente filosofia, ciências sociais e história. O restante Pedagogia, Letras e História da Arte não está clara qual a posição docente.

Uma coisa é certa: para a grande maioria dos acadêmicos que se instalaram no poder, periferia é sinônimo de vândalos. Morrem de medo.

2014: fiscalização das obras no Pimentas

A direção da Unifesp deve publicar o relatório físico financeiro das obras. Este relatório demonstra o pagamento versus o andamento das obras. A Unifesp deve liberar verbas de acordo com o andamento das obras. Se a construtora atrasar, não deve receber. Outro dado: questionado sobre o andamento das obras, durante a última reunião da Congregação, o diretor Daniel Vazquez sequer se posicionou.

Orçada em mais de R$ 50 milhões pós licitação, a Unifesp deve prestar contas a cada mês sobre o andamento das obras. Já levaram um puxão de orelha do Tribunal de Contas da União no episódio da empresa gerenciadora das obras. Parece que não aprendem, típico da arrogância instalada na Reitoria Plural e Democrática.

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