Sem Moradia… Até Quando?

Reproduzimos abaixo um texto publicado no site da ADUNIFESP em 2011, sobre o grave problema de falta de moradia estudantil na UNIFESP. Até o ano de 2013, a entidade de representação dos docentes desta instituição era ferrenha opositora da gestão anterior da universidade, cujo reitor era Walter Albertoni. No texto, uma caloura de Pedagogia relata sua dificuldade de permanência, problema diário e comum à outras centenas de estudantes em todos os campi que não terão uma residência fixa durante o seu período de estudos na instituição. Até que ponto as diversas políticas de inclusão e democratização do acesso propagandeadas pelo governo federal, através do ENEM e SISU são de fato inclusivas, se o estudante após passar no vestibular não terá um lugar para ficar? As gestões da ADUNIFESP, tanto a anterior como atual, não só apoiam o “Movimento Unifesp Plural e Democrática” como são o próprio movimento, no período pré-campanha eleitoral e pós-eleitoral, e muitos dos seus ex-dirigentes ocupam hoje cargo de confiança na reitoria, eleita com apoio majoritário de técnicos e estudantes dos 6 campi da Unifesp que viam nesta candidatura uma alternativa à antiga gestão. Passado um ano da eleição da gestão da reitora Soraya Smaili, nem Reitoria nem ADUNIFESP, muito menos o Movimento Plural e Democrático se posicionaram em nenhum momento aos estudantes sobre os encaminhamentos para resolução do crônico problema de falta de residências universitárias, que tem se agravado a cada dia. Segue o texto publicado pela entidade docente , postado em 30/04/2011.

Sem Moradia… Até Quando?

Editorial

No mês de março, recebemos através do site da Adunifesp a mensagem de uma caloura do curso de pedagogia da Instituição, pedindo ajuda. A estudante mora em Jundiaí e precisava se deslocar até Guarulhos todos os dias para ir às aulas. Questionava o fato de a universidade diferentemente das demais federais não ter alojamento, criticava a burocracia para conseguir auxílio estudantil e a dificuldade ainda maior de acesso aos benefícios pelos ingressantes. Aflita, já falava em deixar a Unifesp nos primeiros dias de aula.
Encaminhamos a mensagem à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, que nos respondeu afirmando que havia criado um auxílio emergencial, com o intuito de atender casos mais críticos. Alguns dias depois, infelizmente recebemos outra mensagem da discente, agora ex-aluna da Unifesp, agradecendo a atenção e afirmando que acabou optando por outra instituição mais próxima de casa e que lhe oferecera uma bolsa integral. O auxílio da Pró-Reitoria fora insuficiente para que a nossa Instituição não perdesse a estudante. Particularmente, a falta de moradia estudantil mais uma vez mostrou-se desastrosa. Um fórum sobre o tema foi realizado no final de abril, mas a falta de ações concretas até o momento faz a iniciativa parecer apenas um arcabouço de democracia representativa.

É inaceitável que tantos anos após o início da expansão casos como este ainda estejam acontecendo. Quantos outros estudantes não deixaram a Instituição por motivos parecidos? Quem irá se responsabilizar pelo enorme prejuízo à sociedade e aos cofres públicos causado por vagas ociosas nas universidades públicas? Até quando conviveremos com condições de infraestrutura e permanência tão precárias? As importantes mobilizações do final de 2010 explicitaram que a Comunidade Unifesp exige ações imediatas. É necessário cobrar a concretização de todas as demandas negociadas com a Reitoria, para que tal situação não continue. Particularmente, é fundamental que a permanência estudantil de uma vez por todas torne-se uma prioridade da Instituição.

http://www.adunifesp.org.br/artigo/sem-moradia-ate-quando

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