SPDM É A OS QUE MAIS RECEBE VERBA DO SUS NA PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE

do site da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde 

Esta matéria foi publicada no Estadão, um dos motivos a ser republicado aqui é o fato que nos chamou a atenção, que é sobre a SPDM, a mesma que administra os recursos da Saúde Indígena, recebendo verba da SESAI e não aplica nas aldeias e nem no atendimento de indígenas vivendo em contexto urbano, também recebe verba do SUS para administrar unidades de saúde, segundo a matéria abaixo, é a OS que mais recebe verba do SUS e é a que as unidades de saúde em situação mais precárias, com déficit de funcionários do quadro médico de 700 profissionais, fora infraestrutura e outrxs trabalhadorxs para o bom funcionamento.

Urge uma CPI nesta OS e o fim de seu convenio com a SESAI e SUS.

titulo original:

Falcatruas envolvendo OSs a perder de vista… Veja mais essa…

 
Falcatruas envolvendo Organizações Sociais (OSs) a perder de vista… Nesta, o dinheiro é repassado pelo poder público, mas não é gasto no que deveria… No caso, na contratação de corpo médico! A propósito: essa grana não gasta está ficando aonde?!
 
Diante desse tipo de situação, também cai por terra os mitos do “terceirizando se contrata mais fácil” e ” maior remuneração segura o médico”. 
 
Na hora que gestores chegam com o “conto do vigário” para justificar um projeto de terceirização da gestão ou privatização do serviço público, incrível como tem gente que “esquece rapidinho” de provas concretas como estas da falseta que é defender tais tipos de coisa como “solução” para a Saúde Pública. Tape o sol com a peneira quem quiser, mas os fatos que desmentem a privatização como solução acumulam dia a dia, a quem chama de demagogos aqueles que defendem a manutenção da gestão direta no serviço público.
 
Segue a matéria.
 
Município de São Paulo paga por 1,2 mil médicos que não existem
Profissionais deveriam atuar em postos geridos por Organizações Sociais (OSs)
Por Adriana Ferraz – O Estado de S.Paulo
Na AMA Tito Lopes, administrada pela SPDM na
zona leste, há 41 plantões vagos; déficit
provoca filas (Foto: Sérgio Castro/AE)
A rede municipal de Saúde paga pelo menos 1.286 médicos que não existem. Os profissionais deveriam atuar nas unidades de atendimento administradas por Organizações Sociais (OSs), instituições que recebem repasses da Prefeitura para manter os postos em funcionamento. Por mês, são pagos R$ 116 milhões à rede terceirizada que, assim como ocorre no serviço público, alega dificuldades na contratação, especialmente quando a vaga está na periferia.
A zona leste da capital é a mais prejudicada. Na região há 571 plantões médicos abertos para as mais diversas especialidades, como pediatria, ginecologia e dermatologia. A demanda por clínicos gerais também é enorme nos bairros mais afastados, como Cidade Tiradentes, Guaianases e São Mateus. A zona norte é a segunda na lista de espera por profissionais, seguida pelas zonas sul, sudeste e centro-oeste.
Somente a Organização Social Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) precisa contratar quase 700 médicos – 41 deles para compor o número de funcionários da Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Tito Lopes. Da lista de nove entidades que prestam serviço para a Prefeitura, esta OS é a que registra o maior déficit. E também é a que recebe o maior repasse mensal: R$ 26 milhões.
Mas, apesar de o quadro de funcionários estar incompleto na maioria das unidades, os depósitos feitos mensalmente pela Secretaria Municipal da Saúde continuam cheios. Isso quer dizer que a ausência dos médicos não leva a descontos automáticos às Organizações contratadas, apenas prejuízo aos cofres públicos.
De acordo com cálculos da pasta, cerca de metade das vagas para médicos abertas pelas OSs não está preenchida – índice semelhante ao registrado pelo conjunto de postos administrado pela própria Secretaria.
Salário
Os números contrariam o principal argumento da Prefeitura ao manter parceiros na área da Saúde – a agilidade na contratação de profissionais pelas instituições, que estão livres da obrigação de promover concursos públicos.
As dificuldades enfrentadas pelo setor ainda vão contra a tese de que salários altos seguram os médicos. Pagar até R$ 1,1 mil por um plantão de 12 horas – o dobro do pago pela Prefeitura – não tem surtido efeito em São Paulo.
O resultado está nas salas de espera das unidades comandadas pelas OSs. Há filas para atendimento de emergência, de especialidade ou mesmo hospitalar. O mesmo quadro encontrado por pacientes que buscam postos de saúde administrados de forma direta. “É tudo igual. Se não fosse pela placa na porta, a gente nem iria notar essa diferença aí (de gestão). Falta médico de todo jeito”, diz a dona de casa Daniele de Souza, de 28 anos, usuária da AMA Perus, na zona norte da capital.
*Retirado do Estadão
**Republicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 05/08/2013
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