Carta do Fórum dos Processados UNIFESP

À comunidade da EFLCH: Fortalecer a defesa jurídica e política dos estudantes processados! Todos ao Ato contra criminalização do Movimento Estudantil.

A primeira Proposta de Transação Penal realizada pela Justiça do processo de desocupação da Diretoria Acadêmica em junho do ano passado foi a de pagar três salários mínimos ao longo de seis meses ou de fazer 5 horas de trabalho comunitário por semana durante o mesmo período. Em Audiência Preliminar realizada semana passada, estudantes processados questionaram as condições de ensino e de permanência na Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e colocaram a motivação da greve que durou quase 6 meses em 2012. O juiz convocou novamente todos os 46 processados para sexta-feira, 02 de agosto, dessa vez com outra proposta, pagar 400 reais em até 4 vezes ou de fazer 3 horas de trabalho comunitário semanais durante 1 mês.

A última reunião do Fórum dos processados decidiu por maioria fortalecer a defesa jurídica e política dos estudantes processados, pois, não trata-se de uma repressão a esses estudantes, mas, ao movimento estudantil da UNIFESP que desde 2007 luta pela existência de uma universidade com as condições necessária de estudos e direitos para conclusão da graduação. Embora tenha sido difícil a luta neste contexto de criminalização dos movimentos sociais, o ME tem conseguido conquistas às duras penas, porém sem largar a bandeira da existência do ensino público superior contra a mercantilização da educação.

Em carta intitulada Minhas desculpas um estudante processado do Curso de Filosofia faz uma colocação que ilustrava e ilustra a nossa realidade:

“O histórico de lutas e resistências, dos estudantes mais prejudicados com estes descasos, que lutam para permanecer estudando, para garantir um direito conquistado, para garantir a conclusão de um curso superior, vem desde 2007. Diversas foram as greves e ocupações que pretenderam sempre chamar a atenção das autoridades para nosso desespero. Chegamos tão longe, de entrar em uma universidade pública, como assim, teremos de desistir do curso por falta de vontade política dos outros? 2012 foi o ápice de desespero mesmo, a especulação imobiliária deixou muitas repúblicas superlotadas e a falta de salas de aula para todas as turmas só deixava mais claro possível o descaso com ensino que se praticava ali. É escandaloso o caso da UNIFESP Pimentas!”

Naquela ocasião, em junho de 2012, num contexto de mais de três meses de greve local e nacional das universidades federais, a Reitoria se manteve intransigente e o reitor não veio a Guarulhos negociar com o movimento estudantil, que, em assembleia massiva havia deliberado por ocupar a Diretoria Acadêmica. Frente ao sucateamento do ensino público, continuaremos em defesa da universidade pública e das condições para estudar. Por fim, declaramos: somos todos inocentes.

Chamamos o Movimento Estudantil Universitário e Secundarista do Estado de São Paulo e movimentos sociais a participarem do ato contra a repressão na Unifesp, dia 02/08 em frente à 4ª Vara da Justiça Federal em Guarulhos. Neste dia, 46 estudantes detidos durante a ocupação do Campus Guarulhos durante a greve de 2012 foram intimados a depor, uma clara criminalização do movimento 
social].

Local: 4ª Vara da Justiça Federal, Guarulhos – Centro- Avenida Salgado Filho, nº 2.050, esquina com a Rua Carmela Antônia Fanganiello Cecchinato.Jardim Maia.

Horário: 13h00

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