INDÍGENAS OCUPAM A SEDE DA SPDM EM SÃO PAULO-SP

por Tribunal Popular

Desde a tarde de ontem, 24 de julho de 2013, cinquenta membros dos povos Guarani Mbyá e Tupinambá das aldeias do Litoral Paulista e indígenas que vivem em contexto urbano da Grande São Paulo ocupam a sede da Associação Paulista de Desenvolvimento da Medicina, SPDM, na zona sul de São Paulo-SP.

As lideranças, que fizeram uma série de manifestação desde a semana passada, após ocupar o polo base da SESAI em Peruíbe e a Funai de Itanhaém, fizeram esta ocupação na sede da ONG por esta ser a gestora dos recursos da SESAI no Estado de São Paulo (entre outros). Os indígenas vem reclamando há, pelo menos 2 anos da administração e aplicação dos recursos da SESAI em São Paulo. As aldeias estão sem equipes de saúde, sem postos de saúde e sem ambulância. Além da falta do atendimento ambulatorial, ainda reclamam de medidas preventivas de saúde, como exames, orientação de higiene e sexual e o principal, as aldeias estão sem saneamento, o que tem causado a morte de crianças e idosos, por beberem água contaminada.

As lideranças indígenas fizeram esta ocupação pacífica no intuito de conseguir uma reunião com a direção da SPDM e a SESAI, pedem o apoio dos indígenas que vivem em contexto urbano, pois estes também são prejudicados sem o serviço de atendimento diferenciado na cidade de São Paulo e toda a Grande São Paulo, região onde reside a maior parte dos indígenas do estado de São Paulo, há uma estimativa do movimento indígena que são 70 mil indígenas vivendo na região metropolitana de São Paulo. Pedem também apoio da sociedade civil e organizações classistas de trabalhadores e estudantes.

Conseguiram agendar uma reunião para amanhã, sexta feira, as 14h00 na sede do MPF em Santos. As lideranças estão decidindo em ir hoje para Santos, mobilizar mais indígenas para a reunião de amanhã e pedem a solidariedade de todos para conseguirem cobertores e colchonetes para pernoitarem em Santos.

Esperamos que a SPDM resolva o problema destes indígenas e atenda todas as reivindicações, já que segundo a SESAI, os repasses são feitos e a administração é por conta da ong. Fica o jogo do empurra empurra. Na fase de transição, a FUNASA era procurada, respondiam que já não eram responsáveis pela saúde indígena, que deveriam procurar a SESAI, ja está dizia que não estava com os recursos ainda estava na fase de implantação. Enquanto isso a população indígena sofria, adoecendo e morrendo. Hoje, para os indígenas de São Paulo a situação permanece. Continua o jogo do empurra empurra entre a SESAI e a SPDM. Uma fala que repassou os recursos e a outra até o momento só se esquivou, fugindo da reunião com as lideranças e MPF.

Fonte: Uniao Campo Cidade e Floresta

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