UNIVERSIDADE POPULAR DOS PIMENTAS – UNIPOPI

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Pelo que se sabe, desde o princípio da história da filosofia, cada filósofo tem como principal função convencer o mundo que todos os demais filósofos estão errados a respeito de tudo e que só ele sabe o que está dizendo. Cada filosofia surge como a mais nova ideia sobre o mundo que pretende superar qualquer outra explicação. A filosofia, ao que parece, esteve sempre a serviço da dominação, do dominar um argumento, dominar uma ideia, dominar uma audiência, dominar um povo inteiro, até chegar em nossos queridos doutores unifespianos que dominam apenas os filósofos que comentam. Não é por acaso que o símbolo da filosofia é uma coruja, ave de rapina, dominadora, assassina, assim como são os gregos, alemães e franceses que, quando não se tinha mais o que roubar nas Américas, chegaram por aqui para dominar nossas faculdades e roubar as nossas mentes. Nossos índios, repletos de sabedoria, já reconheciam na coruja um símbolo de mau agouro bem antes de conhecer essa tal filosofia e, dizem os antigos até nos dias de hoje que, se uma coruja cruzar seu caminho é morte na certa!

A missão francesa que fundou a USP na década de 30 do século 20, com a ideia fixa que filosofia é uma atividade europeia e que, sendo assim, não nos caberia nada mais do que aprender a história da filosofia e nunca filosofar, mas que, com muito esforço, poderíamos nos tornar até bons comentadores. Mera reprodução que, sejamos justos, naquele momento foi até importante para se construir uma base sólida para, posteriormente, quem sabe, se romper com isso. Curioso é o que a UNIFESP fez no ano de 2007, quando funda seu campus de humanidades no Pimentas: copiou exatamente o projeto de fundação da USP sem se dar nem ao trabalho de pensar o quanto o mundo e o próprio Brasil mudaram nestes tempos. Perderam a grande oportunidade de, ao romperem com uma tradição provisória, realizar o novo e fazer nossas universidades avançarem continuamente. Em 2012, durante o período de mais de 100 dias de greve, uma ocupação do campus Guarulhos foi o mote para se pensar até quando estaremos a serviço desta elite intelectual colonizada, que até fala com sotaque francês e se gaba de títulos conquistados mas que, no fundo, são meros reprodutores do pensamento alheio. Queríamos pensar e ter nosso pensamento respeitado. Fundamos ideologicamente a UNIVERSIDADE POPULAR DOS PIMENTAS e, ali decidimos que a UNIFESP não mais nos representaria.

Esta instituição capenga, obsoleta, mal estruturada e corroída em denuncias e más administrações só tem servido para desviar dinheiro para seus parceiros ricos, como o caso atual de alugar um prédio provisório por quinze milhões de reais sem ao menos chamar a participação dos principais envolvidos, os estudantes. Queremos uma nova filosofia para a educação, não só na UNIFESP, mas em todas as escolas. Queremos uma educação que não esteja a serviço do Capital, mas de uma vida menos competitiva e mais colaborativa. QUEREMOS UMA UNIVERSIDADE POPULAR, ou seja, gerida pelo povo e voltada para o povo! Queremos não só participar das decisões da universidade, queremos participar da elaboração do conceito de universidade que construiremos e, para tão almejado objetivo, é preciso DEMITIR OS MÉDICOS PADRÃO FIFA da direção de nossas vidas e, a partir do campus de humanidades, elaborar os novos rumos da educação e, consequentemente, da ideia de filosofia que nos direcionará, não mais para a dominação, mas para a união, cooperação e mútua ajuda entre os povos. VENHA PARTICIPAR DESTA REVOLUÇÃO, CALOURO. A UNIPOPI TAMBÉM É SUA!

A ULTRA.

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