Real necessidade da mudança do Campus para a construção do novo prédio.

O Blog Unifesp em Luta recebeu anonimamente alguns questionamentos de um servidor sobre a real necessidade da mudança do Campus para a construção do novo prédio.

Acompanhe:

Tendo em vista as extensas discussões sobre a mudança da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – Unifesp Campus Guarulhos, de sua atual localização no Bairro dos Pimentas, para o prédio do Colégio Torricelli no centro de Guarulhos, peço vossa atenção às considerações que passo a expor:

I) Existe um perito ou equipe técnica de engenharia que assuma a real necessidade desta mudança?

II) O espaço existente para o novo prédio é suficientemente grande para a realização dos trabalhos sem transtornos já que o prédio do teatro isola naturalmente o prédio acadêmico em 40% aproximadamente sendo necessário isolar com tapumes uma pequena parte na frente do terreno – do teatro até a portaria.

III) O pessoal da administração pode ser deslocado para o prédio cedido pela prefeitura (Unidade II) que também pode ser usado para muitos outros fins, uma vez que a área atende boa parte da demanda administrativa.

IV) Quanto ao barulho a ser produzido pela realização da obra é tolerável, pois os aviões que passam sobre o campus produzem barulho muito mais alto do que o do pessoal trabalhando com as máquinas, que hoje são compactas e modernas, bem mais silenciosas que às de tempos anteriores. Ademais, temos duas obras de grande porte nas imediações do campus, quais em momento algum, impediram, mesmo com diversas intervenções em seu perímetro, as atividades do Campus.

Fatos anteriores que servem de exemplo para reforçar a tese levantada nesta proposição:

A) A demolição do galpão não causou transtorno que impedisse a realização das aulas e demais atividades burocráticas do Campus.

B) A construção do prédio anexo (dentro do Campus) com tres andares também se deu apresentando transtornos toleráveis, não impedindo aulas e demais atividades no entorno da obra em pleno período letivo.

C) No empreendimento de 500 apartamentos que está sendo construído em frente ao Campus o barulho produzido na obra é tão baixo que é pouco percebido.

V) A decisão de mudança que está sendo tomada, aparentemente não está considerando a melhor maneira de gastar o dinheiro público, pois parece existirem outros interesses em questão, ferindo drasticamente os princípios exarados pelo bom uso dos recursos públicos.

VI) Um bom raciocínio sobre os fatos elencados acima, permitem a percepção de que os gastos com as benfeitorias realizadas na adequação do prédio Torricelli podem ser gastos no prédio cedido pela Prefeitura – (Unidade II), que no futuro provavelmente será de usufruto mais amplo pela Unifesp.

VII) Outro dado relevante é o de que as obras podem ser conduzidas e estendidas em períodos de recesso e finais de semana, sem prejuízo ao erário e otimizando o tempo necessário para sua finalização. Esta realidade pode minimizar ainda mais os impactos mínimos nos dias letivos e ensejaria em avanço significativo, garantindo que em curto espaço de tempo, a fase de maior impacto, seja suportada sem os exageros de gastos previstos com todo o processo de mudança.

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