São Paulo vai reformar galpão pra instalar Unifesp na zona leste

Moradores pedem que obras sejam aceleradas; laudo ambiental que autoriza obras no terreno deve ser finalizado em julho

São Paulo – A secretária adjunta de Educação do município de São Paulo, Joane Vilela, afirmou hoje (17) que a prefeitura vai financiar a reforma de um galpão no terreno onde será instalado o futuro campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Itaquera, na zona leste, no valor de R$ 1 milhão. Caso o poder público municipal não possa fazer o investimento, pelo fato de o terreno já ter sido cedido para o governo federal, o prefeito Fernando Haddad irá negociar a verba com o Ministério da Educação (MEC).

O anúncio foi feito durante uma audiência pública para debater o tema, na Câmara Municipal, requerida pela Comissão de Educação e Cultura da Casa. “O compromisso da prefeitura vai ser honrado, para que a Unifesp da zona leste tenha tudo o que depender do município”, disse Joane. “Ela é fundamental para que o filho do trabalhador da região possa estudar sem se deslocar.”

Até o final de julho, o laudo ambiental do terreno, necessário para o início das obras, estará finalizado, como se comprometeu o secretário do Verde e Meio Ambiente, Ricardo Teixeira, na audiência.

A reitora da Unifesp, Soraya Samli, pediu que a prefeitura agilize a reforma do galpão, onde “serão realizados projetos culturais e as aulas da universidade da terceira idade e dos cursinhos pré-vestibulares comunitários”, demandas apresentadas por membros da comunidade durante a reunião. “Precisamos de um apoio do MEC também para a contratação de recursos humanos, em especial técnico-administrativos”, disse.

Moradores da zona leste, que participaram da audiência, concordaram e pediram “apoio dos vereadores para acelerar as obras de construção da universidade”, como reivindicou Anderson Migri, morador da região, que milita pela instalação do campus da Unifesp. “A tramitação para a construção do estádio do Corinthians começou depois e já vai terminar em dezembro. O nosso começou há sete anos e ainda aguardamos.”

O padre Rosivaldo Moren, que também milita pela universidade, pediu que seja instalado um instituto tecnológico para formar trabalhadores técnicos. O morador de Cidade Tiradentes, na zona leste, Elder Lopes, pediu que a escolha dos cursos que serão oferecidos, feita pelo conselho universitário, “não tenha como foco apenas o desenvolvimento econômico do país, mas também o desenvolvimento intelectual”.

Os militantes pedem, em especial, um curso de Direito para o campus, que seria uma demanda da região.

Fonte: Rede Brasil Atual

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