Apoio do Fórum dos Processados e presos políticos da UNIFESP à Coalizão Estudantil pela Proteção dos Manifestantes

O Fórum dos Processados e presos políticos da UNIFESP, vem declarar apoio à Coalizão Estudantil pela Proteção dos Manifestantes, vendo-a como uma ação de unidade pontual onde os manifestantes, os movimentos sociais, da classe trabalhadora e da juventude, devem fazer uma frente única contra a repressão policial, à política fascista dos governos, que se usam dos mais variados aparatos jurídicos, judiciais, policiais para criar o terror na sociedade, e tentar criar medo e apatia na população. Mas o tiro tem saído pela culatra, é preciso dizer.

Hoje, 14 de junho de 2013, que a cidade de São Paulo amanheceu com 192 pessoas detidas por se manifestarem, somado a prisões da PM nos protestos dos últimos dias, nós, Processados e Presos Políticos da Unifesp, completamos um ano da nossa prisão por essa mesma policia, a qual fomos soltos pela pressão pública dos vídeos que demonstravam a polícia terrorista que é a PM, somado às manifestações em prol de nossa liberdade. Tantos outros manifestantes foram presos e processados na UNIFESP, nos últimos anos. Além de tantas outras prisões e processos judiciais criminais em todo o país.

O Estado, que incapaz de lidar com a democracia da liberdade de expressão e manifestação, instaura um palco de guerra nas cidades de São Paulo achando que o terror intimidará o povo a sair às ruas. Pelo contrário, essa mesma repressão põe, a cada manifestação reprimida, mais e mais camadas da sociedade na luta. Na luta contra o aumento do busão, contra a repressão… em suma, contra essa Estado em suas diversas manifestações.

Por fim, declaramos apoio a todos que saem às ruas, que se somam na luta. Estamos e estaremos de braços cerrados. E que essa Coalizão também possa apontar uma organização necessária de diversos setores na luta pela liberdade dos presos políticos e na derrubada total dos processos judiciais criminais que existem, e que se seguirão como forma de intimidação aos que lutam.

“Não adianta mandar prender, que o movimento só vai crescer!”

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