Por que da Greve de Fome – Opção sóbria e forte.

às 2:59 – 30 de abril de 2013

Gostaria de esclarecer mais alguns pontos da extrema opção que tomo.

Tomo essa extrema atitude em virtude da imensa e persistente postura da Universidade Federal de São Paulo em omitir-se e por vezes negar-se em emitir um posicionamento frente aos graves acontecimentos ocorridos na Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH-UNIFESP) ao longo da greve de 2012.

Por mais uma vez, e nas próximas, acho necessário relembrar os pontos mais extremos, onde Professores não cumpriram suas atribuições enquanto servidores e gestores públicos e abusaram de seu status dentro da estrutura de poder intrínseca a acadêmica – que secularmente e, no Brasil ainda mais, coloca professores como superiores e detentores únicos do conhecimento – assim, os elenco:

– Dossiê do Profº do Juvenal Salvioni Filho, coordenador da Pós-Graduação em Filosofia, no qual acusa estudantes de envolvimento com o crime organizado local, culpando-os por pela formação educacional de base de baixa qualidade ao nos chamar de semi-analfabetos.

– As condições do Restaurante Universitário da EFLCH, que operou fora das normas sanitárias entre Março e Maio de 2012, obviamente sem conhecimento dos estudantes mas de conhecimento do então diretor academico, Profº Marcos Cezar.

– O roubo de uma bandeira durante a ocupação da EFLCH realizado pelo Profº Júlio Moracen.

Todos os fatos que cito, não somente os citos pela gravidade dos mesmos, mas, sobretudo por serem fatos largamente conhecidos dentro da comunidade acadêmico da UNIFESP e já veiculado em diversos meio de comunicação.

Ressalto que essa não foi minha primeira e nem minha única opção. Antes deste ato, ao menos 5 diálogos diretos com a reitoria da instituição foram feitas.

Já no fim da gestão do Profº Walter M. Albertoni, já ciente dos fatos, quando questionado sobre se a instituição não iria se pronunciar, simplesmente não respondeu nada. Calou-se, por opção, sóbria, seria e cegamente.

Já no início da atual gestão da Profº Soraya Smaili, também ciente dos fatos citados e de tantos outros menos e mais complexos e de diferentes naturezas, e também já ciente das reivindicações postas em minha greve de fome, indicou que estava disposta a tentar algum diálogo mas que optou por afirmar que não poderia fazer nada, argumentando que como recém assumira a reitoria, nada seria de sua responsabilidade.

O que busco com este ato individual é que a UNIFESP, enquanto instituição universitária, e com todo o peso de sua história, de sua função social e ação crítica, venha a público pronunciar-se oficialmente sobre os graves atos cometidos por seus professores, com a mesma energia que busca investigar fatos ocorridos ao longo da ditadura militar.

Agradeço a grande solidariedade já recebida, e muito bem recebida, vinda de muitos lados. Grato mesmo!
Reforço o pedido de solidariedade neste momento, que todos que possam compareçam ao campus EFLCH-UNIFESP e transmitam essa carta e as informações que receberem.

Sigo forte na luta!

Saudações a tod@s!
Bruno Athanásio.
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