Porque temer a Assembleia Estudantil?

Construir assembleias locais e intercampi para responder aos ataques à Universidade Pública

A prática de primeiro decidir e depois explicar e a estreita relação público-privado, demonstram que a velha estrutura arcaica e reacionária da Unifesp se mantém. O arcabouço eleitoral montado nas recentes eleições, com o sedutor discurso de democracia, mostrou que o caminho das urnas não foi capaz responder ao ataque direto da autonomia universitária.

A possível perca da sede do DCE, mantido com verba pública, mas pertencente a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), é apenas um pequeno exemplo da estreita relação público-privado, existente nas entranhas da gestão desde 1933, quando a Associação foi constituída como instituição de caráter privado.

A retirada de um campus universitário público da periferia de Guarulhos, para o prédio do Colégio Torricelli, no centro da cidade, mostra que o campus não está apenas saindo de um bairro e indo para outro. Essa escolha deixa evidente a fatal sina: A Universidade ora sai do privado e vai para o  público,  ora sai do público e volta para o privado.

Respostas a questões urgentes advindas da falta de planejamento não virão, como ficou demonstrado na prática da última Congregação da semana passada, em que se decidiu primeiro pela mudança, sem nenhum plano de transferência. O destino da residência pedagógica, do cursinho popular, dos projetos de extensão existentes do Pimentas e, do galpão, do anfiteatro é incerto, assim como as condições físicas, sanitárias e de segurança do prédio da Torricelli.

Os estudantes precisam se mobilizar para construir assembleias para derrotar as manobras da burocracia, lutar contra o ataque aos seus espaços e defender a universidade pública, na periferia e a serviço da classe trabalhadora.

Fonte: Jornal Unifesp Livre – Editorial

Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.