Notícias e Derivados – O Manuscrito – O Jornal do DCE UNIFESP – Gestão “Contra Corrente”

I Congresso da UNIFESP

Aconteceu em outubro, nas dependências da Universidade, o primeiro Congresso das Entidades Representativas da UNIFESP. Esse congresso foi totalmente baseado na discussão e aprofundamento de três temas fundamentais para o crescimento da UNIFESP: expansão, democracia interna e privatização do ensino superior.
Esse congresso é um anseio antigo das entidades (ADUNIFESP, SINTUNIFESP e DCE) e começou a ser mais bem articulado no início de 2006, com a APG agregando – se a construção. Foram meses de planejamento e árduo trabalho, tudo para que o evento conseguisse ter o impacto que as mesmas esperavam.
E o DCE cumpriu muito bem seu papel pré – congresso, construindo uma tese avançada sobre Democracia Interna dentro da UNIFESP (caso queira conhecê-la, passe nas dependências do DCE), mas o principal mérito do DCE foi encarar o desafio de tentar unir dois braços dessa universidade. Assim, tivemos inúmeros delegados do campus de Santos, o que garantiu o aprofundamento da discussão sobre expansão e assistência estudantil.
Por falar em Pré – Congresso, ocorreram duas mesas antes do congresso propriamente dito, uma sobre expansão e a outra sobre OSS (organizações sociais em saúde); sendo que as duas foram riquíssimas e quentes, sempre mostrando os dois lados das questões.
Mas vamos falar do congresso que foi estruturado em três dias. No primeiro dia, tivemos a abertura solene e uma mesa sobre Reforma Universitária, com representantes das três classes (docentes, funcionários e estudantes), que proporcionou uma discussão ampla sobre o contexto histórico e social em que as universidades estão inseridas hoje. No segundo dia, que foi o mais importante do congresso, tivemos três mesas de discussão , uma sobre cada um dos grandes temas do congresso, o que garantiu o aprofundamento de todos os presentes sobre os temas, além de revelar diversas falhas no processo administrativo da UNIFESP e no projeto de expansão. Após as mesas, ocorreram os grupos de trabalho, em que se garantiu que houvesse mistura entre as classes, com todos os grupos contando com a presença de docentes, funcionários, pós – graduandos e graduandos. O objetivo desses grupos era tirar propostas que seriam votadas na plenária do dia seguinte. O último dia foi o momento deliberativo, com cada classe contando com 60 delegados, totalizando 180. Como nem todos puderam estar presentes, mais uma vez o DCE se destacou pela mobilização, já que os estudantes eram a classe mais numerosa na plenária.
Com o fim do congresso, começamos a tocar seus encaminhamentos e lutar por seus anseios, assim, as classes se comprometeram a lutar por uma reforma ampla dos nossos órgãos colegiados (ESTATUINTE JÀ), para garantir que a expansão seja melhor planejada e executada e posicionaram se contrária às OSS e ficou o compromisso de repensar as fundações da apoio. Mas com certeza, o grande ganho do congresso foi sua visibilidade e seu impacto imediato, visto que depois do mesmo, a reitoria que estava estagnada organizou um outro congresso, exatamente sobre os mesmos temas, mostrando que as entidades mostraram as feridas da instituição, sendo agora obrigação de todos curá – las.

Avelino Z. Caetano – Medicina 71

Reestruturação do DCE-Unifesp

O DCE passou por uma forte reestruturação nesses últimos meses. Com a necessidade de reformar do Estatuto, por conta do novo código civil, fomos obrigados, em apenas dois meses, discutir, votar e registrar um novo Estatuto. Todavia não pense que pela falta de tempo nós deixamos passar a oportunidade de redesenhar todo o DCE e montar uma nova estrutura, totalmente diferente e que julgamos mais adequada para um DCE. Os estudantes sabiam que era arriscado promover discussões muito aprofundadas sobre mudanças tão sérias, mas eles aceitaram o desafio e o final foi feliz: já registramos o Estatuto que foi discutido, rediscutido e votado artigo a artigo.
Quais mudanças foram essas? Antes o DCE funcionava com Assembléia Geral, que é sempre soberana por aqui, e uma diretoria sob forma de conselho: quatro coordenadores do DCE eleitos diretamente mais um representante de cada Centro Acadêmico (CA) e um representante do Departamento de Cultura Científica (DCC). Tínhamos apenas duas coordenadorias fixas: a Coord. Geral e Coord. Finanças. Agora funcionamos com Conselho Representativo e com Diretoria, além da sempre soberana Assembléia Geral (ela é sempre soberana porque nela todos os estudantes tem direito a voz e voto, sendo assim numericamente a mais instância mais representativa). O Conselho Representativo é praticamente a antiga diretoria, com a diferença que nesse Conselho já está prevista a representatividade dos novos campi que ainda não têm DAs. Cada campi sem Diretório Acadêmico (DA) terá direito a ter dois membros no Conselho Representativo, mesmo quando eles já tiverem CAs. Com isso esperamos tornar o DCE mais democrático.
A diretoria agora é composta por Coordenadorias e foram criadas oito novas coordenadorias: Extensão, Formação Política e Movimentos Sociais, Assistência Estudantil, Comunicação, Cultura e Eventos, Ensino e Pesquisa, Integração Estudantil e Representação Discente. Somando as duas coordenadorias antigas, Geral e Finanças, somos agora dez coordenadorias.
Vamos ver para o que serve cada uma? Se você já sabe pode saltar essa parte, mas se não sabe é bom ler.

1- Coordenadoria Geral: coordenar as atividades do DCE, representar os estudantes em quaisquer eventos que isso se faça necessário, presidir as reuniões e as assembléias, referenciar a gestão do DCE de forma coerente com o programa da chapa ou deliberações das reuniões e assembléias, articular com o Movimento Estudantil (ME) externo e com o Conselho de Entidades da Unifesp e a Reitoria, quebrar galhos ou tapar buracos e etc.

2-Coordenadoria de Finanças: supostamente era “só” pra controlar a movimentação financeira do DCE, planejar políticas de gestão de recursos, prestar contas junto ao Conselho, à Assembléia e a Diretoria mas na verdade hoje os Coordenadores de finanças fazem tudo além disso. E etc.

3- Coordenadoria de Comunicação: gritar tudo que o DCE faz e tudo que os estudantes precisam saber para eles. Manter o site, fazer “O Manuscrito”, se relacionar com a mídia popular e etc.

4- Coordenadoria Cultura e Eventos: organizar eventos, principalmente culturais, manter o “Theatro do Hipocampus”, fomentar criação artística e cultural, fazer saraus, intercambiar culturalmente os graduandos da Unifesp com outras entidades e etc.

5- Coordenadoria de Extensão: acompanhar os trabalhos de extensão do DCE e da Unifesp, elaborar novos projetos e apoiar os estudantes na elaboração de novos projetos, promover eventos e discussões sobre o tema e etc.

6- Coordenadoria de Assistência Estudantil: fiscalizar e participar ativamente de projetos relacionados ao auxílio e permanência do estudante na Unifesp, auxiliando na definição de políticas de alimentação, transporte, cultura, moradia e bolsas de permanência e etc. A assistência estudantil é um grande problema na Unifesp, porque quem manda hoje não conhece a realidade dos estudantes.

7- Coordenadoria de Formação Política e Movimentos Sociais: promover cursos, palestras, seminários e debates visando à formação política e social dos estudantes etc. É muito legal participar dessas coisas, não deixe a chance escapar.

8- Coordenadoria de Ensino e Pesquisa: acompanhar, intervir e discutir o desempenho, qualidade e caráter social das atividades realizadas pela Unifesp no ensino e na pesquisa, formular diretrizes educacionais adequadas a realidade social do País etc.

9- Coordenadoria de Integração Estudantil: estimular e auxiliar na criação de Centros, Associações e Diretórios Acadêmicos além de buscar a contínua integração entre os estudantes dos diversos campi por diversos meios, desde encontros a eventos etc.

10- Coordenadoria de Representação discente: uma coisa muito importante dentro da Universidade são os órgãos colegiados e conselhos de deliberação. Por exemplo, o Conselho Universitário (CONSU) que define a macropolítica de uma universidade, o Conselho de Graduação, onde se define praticamente tudo sobre política para a graduação, além de outros como Conselho Técnico-Administrativo. Os estudantes tem pequenas representações em cada um desses órgãos e já que pequena deve ser bem aproveitada. Para ser bem aproveitada é preciso que cada representante do DCE ou dos CAs etc saiba o que está acontecendo na Unifesp para que baseado nisso ele vote consciente de acordo com o interesse do corpo discente. A Coord. Representação Discente serve para isso, discutir os assuntos que estão passando nos órgãos colegiados e fazer com que o corpo discente vote de acordo com o discutido no DCE e com o interesse dos estudantes. Basicamente é isso.

Quando pensamos em reestruturar o DCE tinhamos dois grandes objetivos. O primeiro era edequar a estrutura aos novos campi para que eles tivessem representatividade dentro do DCE. O segundo era desenhar um DCE que podesse mais facilmente atender as espectativas dos estudantes abrindo sempre a possibilidade para a construção coletiva e participação de todos.

Bom, era isso galera. Não sei se consegui expressar a importância dessa reforma ou os benefícios que ela pode trazer aos esudantes, e portanto o DCE, se os estudantes se convencerem de seu papel dentro do DCE e da sociedade. O nosso DCE vem sendo construído com muito trabalho por todas as gestões desde sua fundação e a cada gestão nós evoluimos mais. A expansão traz consigo um grande leque de oportunidades e uma gama de esperança de melhores ainda maiores e mais rápidas. Essa reforma estatutária vem pra confirmar isso. Não sejam conformados e se mobilizem.

Cairo, Erik, Raquel e Varum – do DCE

Fonte: O Manuscrito – O Jornal do DCE UNIFESP

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