O que é o Unifesp em Luta?

O Unifesp em Luta é continuidade do blog da greve de 2012 (www.greveunifesp.wordpress.com). A comunicação do movimento estudantil por meio do desenvolvimento de uma mídia independente foi uma importante ferramenta, que projetou o movimento da Unifesp em 2012 nacionalmente, na luta por sua pauta histórica que é a construção do prédio principal do campus da EFLCH no bairro dos Pimentas e a permanência de todos os cursos no bairro da periferia de Guarulhos, juntamente com as pautas de assistência estudantil.

Continuem acompanhando a mobilização estudantil na Unifesp no blog “Unifesp em luta“, continuidade do mesmo trabalho realizado em 2012. Publicamos abaixo algumas curiosidades sobre o blog da greve, como os número de acesso entre a greve de 2012 e início de 2013, quando o www.greveunifesp.wordpress.com foi encerrado.

Participem!

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www.unifespemluta.wordpress.co
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Saiu na mídia: Terreno para o campus da UNIFESP virou “lixão”

Terreno para o campus da UNIFESP virou “lixão”, acusa vereador Valdir Roque

Segundo o petista, a prefeitura está cumprindo sua parte, mas a universidade não está cumprindo a dela

Fonte: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=83186

Veja mais:

Reitora apresenta projeto do novo Campus Osasco ao MEC
Ao lado do prefeito do município, Soraya propõe integração entre universidade e a comunidade local; obras devem iniciar em 2014

http://dgi.unifesp.br/sites/comunicacao/index.php?c=Noticia&m=ler&cod=4d90dcfd

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Foto: site Unifesp. Publicado em 25/10/2013.

 

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SEM LUTA UNIFESP NÃO RETORNA À PERIFERIA

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Greve e ocupação em 2012: luta dos estudantes garantiu o início das obras!

Desde 2007 os estudantes lutam contra a precarização da Unifesp. Não será diferente em 2014. A mudança a toque de caixa, imposta pela conservadora Congregação, impôs à comunidade acadêmica um local pior que o anterior, prejudicando ainda mais a formação dos estudantes. E tudo isto pela bagatela de R$ 15 milhões dos cofres públicos.

O principal objetivo desta manobra da Congregação era afastar os estudantes das obras no Pimentas. E logo no início uma das docentes que mais defendem a saída dos Pimentas, ardilosamente, tentou atrapalhar o inicio das obras. Coisa de gente tinhosa. Por pouco a justiça paralisa as obras do prédio do Campus Guarulhos Pimentas.

Em 2014 o governo federal promete cortar verbas da universidade. A reitoria reclama pelos cantos, sabe que seus projetos plurais e democráticos estão ameaçados. Neste sentido, vem mobilizando seus aliados para usar o movimento estudantil como massa de manobra. Vamos ficar atentos, até porque este corte de verbas, além de prejudicar os estudantes bolsistas, pode ainda ser utilizado para implodir a construção do prédio no Pimentas.

Entre as diversas lutas estudantis duas se destacam: volta aos Pimentas e a disputa pelo poder na universidade. Os docentes brigam por cada centavo do orçamento da Unifesp e devemos fazer o mesmo. Enquanto não entramos nesta disputa pelo poder, resta aos estudantes que dependem de bolsa verdadeiras migalhas. O que garante o poder docente? Simples, o regime imposto nas votações de 70% (docentes) – 15% (estudantes) e 15% (TAs).

Sem uma ampla mobilização estudantil, todo o plano dos escolásticos, parte do famigerado “dossiê Juvenal”, paulatinamente será imposto: dividir a universidade. Alguns cursos não devem voltar para o Pimentas após conclusão das obras, principalmente filosofia, ciências sociais e história. O restante Pedagogia, Letras e História da Arte não está clara qual a posição docente.

Uma coisa é certa: para a grande maioria dos acadêmicos que se instalaram no poder, periferia é sinônimo de vândalos. Morrem de medo.

2014: fiscalização das obras no Pimentas

A direção da Unifesp deve publicar o relatório físico financeiro das obras. Este relatório demonstra o pagamento versus o andamento das obras. A Unifesp deve liberar verbas de acordo com o andamento das obras. Se a construtora atrasar, não deve receber. Outro dado: questionado sobre o andamento das obras, durante a última reunião da Congregação, o diretor Daniel Vazquez sequer se posicionou.

Orçada em mais de R$ 50 milhões pós licitação, a Unifesp deve prestar contas a cada mês sobre o andamento das obras. Já levaram um puxão de orelha do Tribunal de Contas da União no episódio da empresa gerenciadora das obras. Parece que não aprendem, típico da arrogância instalada na Reitoria Plural e Democrática.

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Carta de repúdio do Movimento pela Creche na Unifesp

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Ninãs zapatistas.

Nós, do Movimento por Creche na UNIFESP, repudiamos a todos e todas que, na Congregação do dia 06/02/14, se manifestaram votando contra a presença de três crianças e um bebê no ambiente que ocorreu a Congregação. Repudiamos as ofensas proferidas por docentes-membros em sessão e após o encerramento dela. Repudiamos a culpabilização das mães. Repudiamos a declaração em rede social da Direção Acadêmica que, utilizando-se do e-mail institucional, manipulou acusações mentirosas para mascarar atitudes machistas e reprodutoras da opressão contra as estudantes-mães!!!

O machismo acabou! As questões de classe também! Profere-se aos sete ventos. Mas as mulheres pobres têm jornada tripla: responsáveis pelo trabalho doméstico, cuidado dos filhos e trabalho remunerado. Na universidade essa jornada aumenta, pois além dessa carga, nós também estudamos. Nós, mulheres, queremos participar sim! dos espaços políticos. Saímos dos espaços privados. Fomos trabalhar. Hoje nos inserimos nas universidades, inclusive aquelas destinadas às elites brasileiras, as tais universidades publicas. Mas, para alem de estudar, queremos fazer política nas universidades. Somos mulheres publicas, políticas e politizadas! A atitude manifesta da congregação privou as mães daquele espaço político!

Ontem (06/02/14), na Universidade Federal de São Paulo, campus Guarulhos, estavam previstas uma Congregação que deliberaria diversas pautas – entre elas o projeto de moradia e outros espaços estudantis no campus definitivo em construção (bairro do Pimentas) – uma peça teatral infantil e uma aula do departamento de pedagogia, estas ultimas, contando com participação central de crianças.

Algumas mães, para participarem desta sessão, levaram seus filhos à Congregação (quatro crianças), o que mudou todo o seguimento da mesma. Após as crianças se acomodarem em roda e pegarem livros para leitura foi colocado em discussão o encerramento imediato da sessão dada à presença de crianças. Alguns professores presentes acusaram a ação das mães de imoral afirmando exclusividade na preocupação do bem-estar das crianças, ressaltando recorrentemente a displicência das mães presentes e exposição que as mesmas estavam submetendo seus filhos.

Após votarem pelo fim da congregação e fechamento da mesma apenas para membros, excluindo os demais da comunidade acadêmica de participação política, continuaram acusações, entre elas que as mães estariam usando as crianças para uma causa, chegando à comparação esdrúxula do diretor acadêmico: “trazer sua filha pra aquele espaço é o mesmo que um pai levar o filho num prostíbulo”.

Nós denunciamos e exigimos o reconhecimento público de todas essas atitudes por parte da congregação. A direção acadêmica disponibilizou um áudio da sessão que contém apenas as falas feitas no microfone como meio de se isentarem de suas atitudes conservadoras e antidemocráticas, manipulando as informações e nos acusando de mentir. Mesmo nesta gravação parcial se observa uma postura autoritária diante da escolha das mães sobre sua participação política, sendo representantes ou não neste conselho, e se querem ou não que seus filhos participem daquele espaço!

Não nos calaremos!Queremos sim estar nos espaços políticos e esse direito deve estar garantido!

Movimento pela Creche na Unifesp

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Carta de docentes do campus Diadema ao CONSU de 12/02

Publicamos abaixo a carta dos docentes de Diadema lida no CONSU na reunião de 12/02 em que os professores representantes denunciam a situação de “sepultamento academico” do Campus.

Leia aqui o documento na íntegra: Carta ao Consu – Docentes de Diadema

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ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES DA UNIFESP GUARULHOS-TORRICELLI

Conforme deliberado na última assembleia estudantil em 11/02, segue convocação:

ASSEMBLEIA GERAL DE ESTUDANTES
TERÇA, DIA 18/FEVEREIRO
18H
PÁTIO DO CAMPUS

Pautas: Informes; Condições do campus – Creche, Falta dágua, Obras no Pimentas…; Debate e Mobilização; Deliberações.

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Relembre: Entidades realizam ato durante posse do Conselho Universitário

Inauguramos no blog a seção “Relembre”. São textos, moções e matérias publicadas sobre a Unifesp em diversos meios trazidos aos acontecimentos atuais, principalmente neste início de 2014 com o evidente aprofundamento da crise institucional da Unifesp que remonta períodos anteriores de grande mobilização da comunidade, como as greves de 2010, 2011 (técnicos) e 2012. Inauguramos com uma moção do Conselho de Entidades da UNIFESP, lida em ato na posse do CONSU após a reforma estatutária finalizada em 2010.

“Estudantes de vários Campi da Unifesp, sobretudo Santos e Guarulhos, ocuparam o auditório Marcos Lindemberg durante o ato de posse do novo Conselho Universitário, para protestar por melhores condições de permanência e infraestrutura na Instituição. O estudante Klaus Ficher leu uma carta em nome do Conselho de Entidades, criticando os poucos avanços democráticos da reforma do Estatuto da Instituição. Este foi o primeiro Conselho Universitário eleito já sob as novas regras estabelecidas pelo “novo” documento.”

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PM volta ao Campus da Unifesp

Estudante que dormia na sala do Centro Acadêmico é abordado pela PM durante a noite da última terça-feira. Por falta de moradia, estava pelo segundo dia consecutivo dormindo na sala quando a guarda terceirizada chamou a PM. Acompanhe a denúncia abaixo encaminhada pelo estudante às instâncias administrativas da Unifesp:

A denúncia que segue faz menção a agressão cometida por policiais militares acionados pelo setor de vigilantes e zeladoria do campus. Em virtude do estudante em questão estar alojado nas dependências do campus, no lugar reservado para os centros acadêmicos. O estudante em questão encontra-se em situação de desabrigo, pois o mesmo não recebe bolsa, e esta obrigado a passar as noites na rua, ou nas dependencias da UNIFESP.

O fato que desencadeou a agressão policial ocorreu do seguinte modo: por volta da meia noite, um dos vigilantes se recusou a diologar sobre situação de desabrigo em que o estudante em questão se encontra, e acionou policiais militares que utilizaram da truculência para expulsá-lo por meio de ameaças e perseguição em mão armada dentro do campus; levando em conta que o estudante não representa perigo nenhum a vida dos envolvidos, e o exagero da ação repressiva policial é algo que deveria ser repudiado, causando repúdio no meio estudantil, principalmente devido ao fato da universidade ser um lugar para contrução e manutenção do diálogo e do saber, e não da ignorância armada.

O estudante solicitou por meio da ouvidoria abertura de inquérito e punição aos envolvidos, desde a equipe de segurança, zeladoria, diretoria administrativa e policiais militares.

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Terreno da UNIFESP é tomado por lixo, insetos e ratos

O terreno destinado à construção da UNIFESP, em Quitaúna, encontra-se tomado pelo lixo, mato, insetos e ratos. O pior ponto, entre a esquina das avenidas Hildebrando de Lima e Newton Stillac Leal, tornou-se um ponto de passagem com grande insegurança para os transeuntes.

Administrado pela própria UNIFESP, o terreno é historicamente invadido para desova de automóveis e lixo domestico. Os relatos dos moradores do bairro de Quitaúna denunciam que, além do lixo acumulado dentro do terreno, os arredores –especialmente as calçadas- também acumulam lixo.

A Prefeitura de Osasco realizou uma operação de limpeza no local em Dezembro, ainda assim o despejo de entulho e lixo continua.

Fonte: http://www.planetaosasco.com/manchetes/38345-terreno-da-unifesp-e-tomado-por-lixo-insetos-e-ratos

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Minha experiência e da Anna Julia na congregação do dia 06-02-2013

Eu sou representante discente eleita pelos estudantes do Campus de humanidades da universidade federal de São Paulo. Na última reunião da congregação minha filha estava no campus pois após essa reunião teria uma apresentação de teatro, na disciplina sobre histórias da ditadura para crianças, elaborada por estudantes. O movimento de creche da Unifesp através do convite dos estudantes convidou em sua página as crianças para assistirem.
Antes da peça fui para a reunião da congregação e levei minha filha, ela esta no período de férias escolar, mas algumas vezes já teve que ir para a universidade comigo pois no município de Guarulhos, as creche atendem as crianças somente quatro horas (isso é o horário de uma aula). A mais de um ano, desde da greve de 2012 o movimento estudantil pauta uma creche como a garantia do acesso e permanência principalmente das mães-trabalhadoras na universidade.
As outras mães e responsáveis das crianças que brincavam com minha filha também foram assistir a congregação, reunião que é aberta para a comunidade. No momento em que entramos na reunião começou um debate de que as crianças não poderiam ficar naquele espaço pois elas estavam sendo expostas, É com essa afirmação eu concordo, pois elas passaram a ser expostas e de forma muito violenta quando alguns professores começaram a gritar e chamar as mães de irresponsáveis pelas crianças estarem naquele local, assim como quando o Diretor Acadêmico começou a cogitar a possibilidade de terminar a reunião por conta da presença das crianças, foi realmente uma exposição. Além disso quando eu perguntei: Então a ideia é que eu, Representante discente saía deste espaço pois minha filha não pode ficar nele comigo? As argumentações vinham no sentido de que se eu não pudesse estar naquele espaço que convocasse o meu suplente. Eu concordo de que outras pessoas além da mãe podem e devem ser responsáveis com o cuidado das crianças mais acontece que vivemos em uma sociedade machista que responsabiliza as mães com o trabalho do cuidado quase que 100%. Além disso temos um Estado junto as suas instituições que não garantem o acesso ao direito de forma universal, ou seja, se você não é homem, branco, heterossexual, e pertencente as classes dominantes não tem acesso aos direitos humanos mínimos.
Nesse sentido, as mães-trabalhadoras-estudantes ( e solteira) como e meu caso tem que ficar fazendo malabarismos para realizar sua tripla jornada e além disso conseguir pautar algo que já esta em nossa constituição que é as crianças tem o direito à educação!
Bom dado o cenário da congregação onde temos uma ampla maioria de professores 70%, 15% de funcionários e 15 % de estudantes. A reunião foi encerrada pela presença das crianças. Com essa ação me sinto coagida a não fazer parte deste espaço, que é público porque sou mãe. Além disso a exposição criada para as crianças no ambiente foi bem violenta, na minha opinião. Algumas pedagogas, argumentaram que o clima é muito hostil para crianças e que por isso não seria adequado, eu concordo depois de ver o comportamento agressivo de alguns professores. Mas para além disso, quero ressaltar que minha filha não vive numa bolha e nossa sociedade é e cada vez mais se torna violenta, infelizmente tinham crianças também no pinheirinho. Infelizmente crianças que estavam presentes estavam no 14 de Junho quando a polícia entrou no Campus atirando e jogado bombas. Infelizmente crianças presentes não tem direito à educação, à moradia, à saúde e etc etc…e estão sendo retirados (e não podemos esquecer que as remoções acontecem por ninguém menos que a polícia militar) do lugar onde sempre viveram com seus país porque quem decide pela cidade é….Nunca somos nós!!!Sim, nosso Estado é muito violento e imoral!!
Depois de alguns minutos, subi para ver quando seria a próxima reunião encontrei o Daniel Vazquez no corredor com mais três professores. Perguntei a ele quando seria a próxima reunião? Ele pediu licença para fazer uma explicação, pois já havia sido meu professor: E disse: Vocês trazerem as crianças para a congregação é a mesma lógica que os pais que levam os filhos para um puteiro (explicando que não era apropriado). Eu perguntei: Você esta relacionando a congregação a um puteiro? Ele disse: Não, estou exagerando o exemplo para você entender!!
Enfim, não entendi o exemplo. Mas o achei extremamente absurdo! Concordo que as crianças tem direito de fazer outras coisas, como brincar, correr, desenhar entre outras coisas. Justamente por isso estavam devidamente equipadas com brinquedos de mão, papéis e lápis de cor, e livros. Eu entendi que ele estava relacionando lugares inapropriados para crianças. Mas ainda me fica essa pergunta: A congregação que estava ocorrendo em uma sala de aula é esse lugar?
Ah, com certeza conversei com minha filha para saber como ela ficou, se estava se sentindo mal e tal, porque eu estava e muito. Ela me disse: Eles não queriam que eu ficasse na reunião, né? Eles são muito chatos!!!
E claro que dentro de toda essa conjuntura, sem dúvida a quem diga: essas mães, ao invés, de ficarem em suas casas trancadas com seus filh@s, para dar lhes segurança e proteção, no imaginário carro blindado e condomínio fechado, querem se expor e expor seus filh@s…Oi? Sim, somos mulheres públicas algum problema?

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