“Tá na hora dos alunos mostrarem com um movimento politico organizado que também sabem falar”

Como alguns alunos já sabem esse ano fomos privilegiados com a seleção do Enade.
Acho que tá na hora de fazer barulho, pelo boicote ao Enade.
Nunca temos oportunidade de sermos ouvidos, acho que essa seria uma boa oportunidade de mostrar que temos ação politica. Mesmo porque alguns professores já andam preocupados e querendo convencer dá importância do enade. Óbvio mais preocupado com o interesse deles.
Tá na hora dos alunos mostrarem com um movimento politico organizado que também sabem falar.

Segue textos sobre sete motivos para boicotar o Enade do Carta Pública.

Comentário postado por Tavares, em 28/08/2014 às 12:11 pm

CARTA PÚBLICA: SETE MOTIVOS PARA BOICOTAR O ENADE
Esta prova envolve estudantes dos primeiros e últimos semestres dos cursos de graduação, dentre os quais, em diversos estados, os cursos de Psicologia foram selecionados para compor o exame.

Este texto tentará expor, de forma resumida e simples, sete motivos para o boicote da prova do ENADE, seja este boicote por estudantes da psicologia ou outros cursos, público ou privado.

1 – O ENADE TEM UM CARATÉR PUNITIVO
O Exame segue a lógica do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES), que procura penalizar os cursos mal-avaliados. Um curso mal avaliado tem que assinar um termo de responsabilidade assinado pela instituição, que garante que o curso vai dar uma solução aos problemas que ela apresentou. Caso ela não consiga se superar, haverá cortes nos investimentos. Ora, mas se um curso apresenta problemas a lógica não deveria ser justamente a oposta, a de investimento?
Outra questão aqui é que o Estado não diz de que forma a superação dos problemas deve se dar. Isto dá margem para a justificativa da privatização do ensino superior e público, além de colocar o Estado como um observador-regulador da educação, e não enquanto gestor e financiador desta.
2 – O ENADE NÃO AVALIA OS PROBLEMAS A SEREM SUPERADOS
O ENADE centra sua avaliação no desempenho individual dos estudantes, considerando, assim, que os problemas da universidade são meramente curriculares. O ENADE não avalia o que está bom e o que está ruim de um modo mais amplos, o exame calcula apenas a média das provas para dizer qual o “conceito” do curso, se é um, dois, três, quatro ou cinco. E isso não faz diferença nenhuma pra quem quer descobrir as deficiências de cada curso e investir em resolvê-las,
Avaliação deveria ser pautada nos problemas que queremos superar, precisa captar onde estão faltando estrutura, materiais e outros recursos necessários, precisa apontar quais conteúdos indispensáveis estão ficando de fora, precisa colocar em discussão os métodos pedagógicos que precisam ser melhorados para a nossa formação profissional, precisa dizer o que está errado e o que pode ser melhor no rumo que os nossos cursos têm.
3 – O ENADE DESCONSIDERA AS PARTICULARIDADES REGIONAIS
Mesmo que orientado pela Lei de Diretrizes e Bases, que organiza de forma geral o ensino dos cursos de graduação, a prova do ENADE é única para todos os estudantes do Brasil inteiro. Significa dizer que avaliação desconsidera as particularidades sociais, políticas, econômicas e culturais entre as diversas regiões brasileiras. Entendemos que o ensino dos diferentes cursos se dá justamente de forma diferente e que a pluralidade e diversidade devem ser, além de respeitados, valorizados. Defendemos a construção de uma ciência atenta às necessidades específicas dos mais diversos contextos sociais e culturais que se diferenciam bastante entre estados e regiões do país, que respeite as singularidades de cada local.
4– FALTA DE AUTONOMIA
Aliada a desconsideração das particularidades regionais, existe a questão da falta de autonomia. Cada universidade deve ter o direito de avaliar seus problemas de acordo com suas próprias características, e isso tem muita pouca relevância no resultado final da avaliação da qual o ENADE faz parte. Não faz sentido que o MEC imponha às universidades como deve ser o conhecimento produzido nela, para que ela tenha qualidade. O MEC deveria respeitar a dinâmica de cada universidade, dar recursos para que essa possa resultar num ensino de qualidade, e avaliar onde está ruim para que mais recursos sejam investindo, resolvendo os problemas constatados.
5 – É REALIZADO UM RANQUEAMENTO DO ENSINO
O resultado da prova é utilizado para construir um conceito, que contribui para o se elencar um ranking das universidades. Este ranking pode ser utilizado para privilegiar os cursos e universidades com melhores resultados em detrimento dos cursos com menores resultados. A excelência é construída de forma excludente e punitiva. Entretanto, um curso sem um conceito não pode fazer parte do ranking.
Outro uso dado para esta classificação, principalmente nas universidades privadas, é para o marketing das instituições privadas, propagandeando suas notas em revistas e outdoors, em uma lógica de que a avaliação sirva apenas como garantia de promover o seu “produto”. Conceitos altos, ainda, são utilizados para justificar aumentos abusivos de mensalidade por instituições privadas. A educação como direito é deixado de lado e estimula-se uma concepção de educação como um bem de consumo.
5– O BOICOTE É UM ATO POLÍTICO
O boicote é um ato político. Boicotar significa não legitimar uma prova que não se refere à qualidade de ensino. Quem faz o ENADE tem sua formação negligenciada, pois ele não atesta a real avaliação que a comunidade universitária historicamente exige. Boicotar e deixar claro que está sendo realizado um boicote é uma forma de mostrar ao SINAIS que estamos descontentes com a forma punitiva e descontextual que o ensino superior está sendo avaliado e tratado. Além de que um curso sem uma classificação em um conceito não recebe punição nenhuma.
Boicotar o ENADE é uma forma de sinalizar insatisfação com todo o sistema de avaliação. Mas por mais que ele surja efeitos imediatos, a longo prazo não basta, e é por isso que é importante aproveitar este período de campanha de boicote, pra falar também sobre a importância de criarmos outras formas de avaliação. A luta não apenas contra o ENADE, mas também contra o SINAES. Mas é preciso ficar claro: o coração do SINAES é o ENADE! Por isto é importante se unir a outras instâncias e coletivos para construir um movimento de resistência.
7 – QUEM BOICOTA A PROVA NÃO É PUNIDO!!!
Quem comparece à prova, mas não a faz não é punido e ainda tem a oportunidade de deixar explicitada sua posição contrária a uma avaliação limítrofe. É falsa a notícia de que quem boicota a prova tem seu diploma retido, ou tem sua nota divulgada no mesmo ou qualquer outra forma de punição. Para obter a liberação basta comparecer a prova e preencher o cabeçalho do gabarito.
Ainda, os estudantes de Universidades Pagas não perdem suas eventuais bolsas PROUNI nem o FIES. Entretanto, quem estuda em um curso ainda não reconhecido pelo MEC pode trazer problemas à sua Universidade, boicotando o ENADE. O curso pode não ser reconhecido se não tiver nota.
COMO BOICOTAR O ENADE EM CINCO PASSOS SIMPLES:
1 – Compareça pontualmente ao local da prova.
2 – Assine a lista de presença. Cole na prova um adesivo ou escreva “Boicote ao ENADE! Por uma avaliação de verdade”.
3 – Preencha o cabeçalho do gabarito e entregue a prova em branco.
4 – Vá para a praia, para o cinema, se encontre com seus amigos ou simplesmente volte a dormir.
5 – Organize-se! Procure se integrar, fazer parte ou acompanhar algum coletivo que faça minimamente uma discussão sobre o ENADE e o SINAIS, e que se proponha a estar construindo um movimento de resistência.

Boicotemos, pois! Em defesa da qualidade da nossa educação!

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MANOBRA HISTÓRICA DA CONGREGAÇÃO PARA APROVAR A COMPRA DO TORRICELLI

Guarulhos, 26 de agosto de 2014.

 

Ao

Professor Daniel Arias Vazquez

Diretor Acadêmico da EFLCH

 

À Congregação da EFLCH

Prezado Diretor, prezados conselheiros,

A Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas EFCLH/UNIFESP encontra-se desde maio sem realização de suas reuniões ordinárias da Congregação. Questões vitais para o governo da Escola estão absolutamente emperradas e procrastinadas.

Como se isso não bastasse, pela segunda vez consecutiva a Congregação da EFLCH se vê impossibilitada de discutir a pauta que lhe cabe, em razão da invasão de sua reunião por alguns estudantes dessa instituição. Embora a reunião de 03/07 tenha sido suspensa em razão de sua invasão e embora o regimento preveja que, em caso de conduta desrespeitosa, uma nova reunião seja reconvocada a portas fechadas, novamente a reunião foi invadida em 21/08, o que evidencia a indisponibilidade de meios que garantam uma reunião fechada no prédio da EFLCH.

Tendo em conta a inadmissibilidade da conduta presenciada nesta última Congregação e buscando garantir que a próxima reunião possa transcorrer em condições apropriadas para a discussão de assuntos acadêmicos e a retomada do governo da EFLCH, julgamos imprescindível que ela aconteça no prédio da Reitoria, espaço que dispõe de meios para assegurar o debate minimamente racional e republicano, a integridade física e moral de seus membros.

Atenciosamente,

Chefias de Departamento
Ana Lúcia Teixeira
Artionka Manuela Góes Capiberibe
Chefia do Departamento de Ciências Sociais
Alexandre Filordi
Chefia do Departamento de Educação
Alexandre Carrasco
Arlenice Almeida da Silva
Chefia do Departamento de Filosofia
Glaydson José da Silva
Cláudia Regina Plens
Chefia do Departamento de História
Cássio Fernandes
André Luiz Tavares Pereira
Chefia do Departamento de História da Arte
Rita Jover-Faleiros
Anderson Salvaterra Magalhães
Chefia do Departamento de Letras
Coordenações de Graduação
Débora Alves Maciel
Coordenadora do curso de Ciências Sociais
Samira Adel Osman
Coordenadora do curso de História/Coordenadora da Câmara de Graduação
Letícia Squeff
Coordenadora do curso de História da Arte
Izilda Johanson
Coordenadora do curso de Filosofia
Francine Weiss Ricieri
Coordenadora do Curso de Letras
Coordenações de Pós-Graduação
Cynthia Andersen Sarti
Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Cláudia Barcelos de Moura Abreu
Luiz Carlos Novaes
Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Educação
Juvenal Savian
Coordenador do curso de Pós-Graduação em Filosofia
Maria Rita de Almeida Toledo
Fábio Franzini
Coordenação do Programa de Pós-Graduação em História
Ângela Brandão
Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História da Arte
Maria do Socorro Fernandes
Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras
Câmaras
Odair Paiva
Coordenador da Câmara de Extensão
Samira Adel Osman
Coordenadora da Câmara de Graduação
Representantes dos Professores Adjuntos
Ana Lúcia Lana Nemi
Arlenice Almeida da Silva
Bianca Fanelli Morganti
Bruno Konder Comparato
Daniel Revah
Yanet Aguillera Viruez Franklin de Matos
Representantes dos Professores Titulares
Cynthia Andersen Sarti
Olgária Chain Féres Matos
Representantes Discentes
Mayra Guanaes
Thiago de Almeida Castor do Amaral

 

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URGENTE! MAIS UMA MANOBRA HISTÓRICA NA UNIFESP

URGENTE. PRÓXIMA REUNIÃO DA CONGREGAÇÃO QUE DECIDIRÁ PELA COMPRA DO TORRICELLI PODERÁ ACONTECER FORA DO CAMPUS GUARULHOS.

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“Ponte Orca”: Convênio termina em setembro, sem perspectiva de renovação

O convênio entre a Unifesp e a EMTU foi uma medida provisória e paliativa conquistada pelo movimento estudantil durante forte mobilização na greve de 2012, para atender a necessidade de um transporte mais eficiente entre São Paulo ao Campus Guarulhos, localizado na região dos Pimentas. Num primeiro momento a Unifesp tentou negociar com a EMTU para criar o itinerário Itaquera – Pimentas e Pimentas – Itaquera, mas não foi possível.

O serviço contratado como alternativa a uma política de transporte público para a região, reivindicada pelo movimento estudantil e de moradores, previa o fornecimento do transporte universitário por meio de vans (fretados) pelo período de 2 anos. A vigência vigora até o próximo dia 05/09/2014, quando será encerrado.  Essa modalidade de prestação de serviço foi a possibilidade encontrada pela Reitoria e MEC naquele momento para o fornecimento de transporte até o Pimentas, ligando o bairro à estação Corinthians-Itaquera, atendendo estudantes e funcionários da Unifesp.

Não há nenhuma empresa em vista nesse momento para fornecer o serviço de transporte em linhas e itinerários públicos que atenda a necessidade da comunidade acadêmica de deslocamento de São Paulo ao atual Campus Provisório (localizado na região central de Guarulhos) e vice-versa.

Na audiência pública com a Reitora Soraya Smaili e o Diretor Acadêmico do campus Guarulhos, Daniel Vásquez, realizada no dia 30 de junho, foi informado que os recursos do campus serão insuficientes tanto para a manutenção do serviço de transporte, como também para as despesas com o aluguel do prédio do Grupo Torricelli, local em que o campus está provisoriamente alocado, fato que tem provocado diversas disputas internas entre a direção do campus e a reitoria.

Ver pauta de reivindicações do movimento: https://greveunifesp.wordpress.com/2012/03/25/pauta-de-reivindicacoes-do-movimento/

 

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3º ATO CONTRA A COMPRA DO TORRICELLI

MOBILIZAÇÃO PERMANENTE CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA UNIFESP.

Convidamos todos os estudantes e trabalhadores da Unifesp e demais lutadores por uma educação pública, para o próximo ato CONTRA A COMPRA DO PRÉDIO DO COLÉGIO TORRICELLI:

3º ATO CONTRA A COMPRA DO TORRICELLI
Dia:04/09/2014 – Horário: 14h00*
Local: Anfiteatro – Unifesp Guarulhos – Campus Provisório

* – A confirmar data e local com os representantes estudantis. O ato está sendo convocado com antecedência à convocação da Congregação a fim de nos organizarmos e mais uma vez barrar essa manobra da Congregação da EFLCH.

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Convocação Congregação Agosto/2014

Caros(as) membros da Congregação,

Convoco-os para a Reunião Ordinária do mês de Agosto, a ser realizada no dia 21 de agosto de 2014, 5ª. feira próxima, às 15:30hs, na sala 420 – 4º andar, para tratar da seguinte pauta:

Ordem do dia:

1) Homologações das decisões ad referendum: a) Indicação dos setores para implantação da jornada flexível – 30 horas; b) Aprovação de convênios internacionais entre e a Scuola Normale Superiore di Pisa (Itália) e a Universidad Adolfo Ibañez (Chile) com o Departamento de História da Arte da UNIFESP; c) Aprovação do convênio com o Museu de Arte Moderna (MAM); d) Aprovação de DOD para construção de edifício de pesquisa Edital CT Infra 2014 Finep (pela ordem, Anexos I a V)

2) Aprovação das atas das reuniões ordinárias de junho/2014 (Anexo VI)

3) Manifestação de interesse pela compra do prédio do colégio Torricelli (Anexos VII a X – demandas enviadas pelos deptos.)

4) Eleições para representação discente na Congregação e demais órgãos colegiados do campus Guarulhos (Anexo XI)

5) Providências quanto à gravação e à difusão não autorizadas de parte da reunião da Congregação de 05 de junho de 2014

6) Proposição da Renovação do Convênio com a EMTU – Ponte Orca (Anexo XII e XIII)

7) Alocação dos novos servidores técnico-administrativos (Anexo XIV)

8) Eleição de delegados para o Congresso “20 anos de Unifesp: autonomia, democracia e sociedade” (Anexo XV)

9) Reformulação da Ouvidoria do campus Guarulhos

10) Pedido de esclarecimentos sobre a regulamentação da Licença Capacitação de Docente

Informes:  (Direção, Departamentos, Câmaras Técnicas e Representações dos Docentes, Tec. Adm. em Educação e Discentes)

Grato.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Daniel Vazquez – Diretor Acadêmico

Profª. Drª. Marineide Gomes – Vice-diretora Acadêmica

Obs.1.: a inclusão de novos pontos de pauta deverá observar as formas e os prazos previstos no artigo 13º, I e II do Regimento Interno do Campus.

Obs.2.: esta convocação se dará nos termos do art. 8º, § 3º e 4º, do Regimento Interno do Campus. Haverá transmissão simultânea para a sala 409.

Obs.3: devido a problemas nas listas de email da Unifesp, estamos enviando esta convocação aos emails pessoais cadastrados.

Anexos:

AnexoI_AvaliaçãoComissão30horas AnexoII_ConveniosInternacionaisDHA AnexoIII_ConvenioMAM_UNIFESP2014 AnexoIV_DOD_CPH AnexoIX_OfícioDemandasTorricell_DepartamentoCienciasSociais AnexoV_SubprojetoGRU_CTinfra2014_PRPGP AnexoVI_AtareuniaoCongregaçãoJunho2014 AnexoVII_OfícioDemandasTorricell_DepartamentoHistoria AnexoVIII_OfícioDemandasTorricell_DepartamentoEducação AnexoX_OfícioDemandasTorricell_DepartamentoHistoriadaArte AnexoXI_ParecerRepresentaçãoDiscente AnexoXII_Memo225Reitoria AnexoXIII_resolucao97 AnexoXIV_ParecerComVagas_alocação22 vagas AnexoXV_ApresCongressoUnifesp

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Video Defesa Hideki: a quem interessam as prisões políticas?!

#liberdadeparahideki

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Acidente fatal em obra de construção do Campus Pimentas

Acompanhe a matéria publicada no noticiário local e a nota oficial da Reitoria da Unifesp.

acidente_unifesp

Nota de Pesar: Ocorrência na obra do campus Guarulhos

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) lamenta profundamente a morte do funcionário Joabs de Melo Dantas, ocorrida na segunda-feira, 28 de julho, dentro do canteiro de obras do novo edifício do Campus Guarulhos. Ele era funcionário de uma empresa transportadora de materiais.

A Unifesp está acompanhando a perícia das causas do acidente, que vem sendo realizada pela Polícia Civil e outros órgãos competentes, e está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários. A obra está dentro das normas de segurança do trabalho recomendadas pela legislação pertinente.

A Unifesp se solidariza aos familiares neste momento de luto e tristeza.

Reitoria
Unifesp

28/07/2014 19:17

http://dgi.unifesp.br/sites/comunicacao/index.php?c=Noticia&m=ler&cod=4d92e4fe

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Carta pública do Movimento de luta por creche pública na UNIFESP

O Movimento de luta por creche da Unifesp elaborou uma carta pública convidando estudantes, funcionários e professores assim como os movimentos sociais e coletivos feministas pela dissolução da comissão de sindicância e para que não se inicie o trabalho de investigação contra as mães do movimento.

http://blogueirasfeministas.com/2014/07/movimento-de-luta-por-creche-publica-na-unifesp/

O Movimento de luta por creche da Unifesp elaborou uma carta pública convidando estudantes, funcionários e professores assim como os movimentos sociais e coletivos feministas pela dissolução da comissão de sindicância e para que não se inicie o trabalho de investigação contra as mães do movimento.

Nós, Blogueiras Feministas, já publicamos o depoimento de Agnes Verm, estudante-mãe-trabalhadora da Unifesp, que relata o que ocorreu em fevereiro desse ano. Seguimos com todo apoio ao movimento. 

Alunos do CEI (Centro de Educação Infantil) Lar de Crianças Ananda Marga participam do 'círculo do amor', uma acolhida 'zen' antes do café da manhã. A creche fica no Jardim Peri, zona norte de São Paulo, e atende 111 crianças de zero a 3 anos. Foto de Leonardo Soares/UOL.

Segue a Carta:

A criminalização da luta estudantil: pela permanência das mães estudantes e trabalhadoras na Universidade!

No dia 25 de junho de 2014, foram intimados quatro estudantes do Movimento pela Creche da Unifesp, dentro da instância da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) da Unifesp, sob a acusação de “difamarem” o diretor acadêmico da EFLCH após o ocorrido na Congregação (instância máxima de deliberação do campus Guarulhos) no dia 06 de fevereiro deste ano. A acusação foi gerada pelo fato de quatro crianças, filhas de ativistas do movimento de creche e de uma representante discente na Congregação, estarem presente na reunião. As mães foram acusadas verbalmente de irresponsabilidade e classificaram a atitude delas como “imoral” (nas palavras de uma das docentes), e os membros da Congregação votaram, na proporção vigente de 70% de docentes, pelo fim daquela reunião caso as crianças permanecessem naquele espaço “inapropriado” (uma sala de aula).

As crianças estavam ali porque participariam, após a reunião, de uma apresentação de teatro infantil em uma disciplina de graduação. Mas, além disso, elas também estavam ali porque suas mães e cuidadores queriam participar da reunião e tomar parte das decisões desse conselho. Com essa decisão da Congregação, colocaram duas opções a mãe-estudante-trabalhadora e representante dos estudantes naquele conselho: permanecer sem sua filha ou sair do espaço público e político com ela, ou seja, o próprio conselho decidiu por indiretamente expulsar essa mãe com sua filha. Ainda em conversa de corredor, o diretor do campus fez uma comparação dessa atitude dos discentes em levarem seus filhos naquele espaço como o mesmo que um pai que leva o filho a um “puteiro”, e complementou que estava “exagerando o exemplo”.

A acusação feita de difamação pelo diretor acadêmico da EFLCH tem, como supostas provas materiais, sete páginas de postagens e comentários na rede social, sobre o ocorrido, onde os acusados se posicionam contra atitude do diretor acadêmico e pela luta por creche, pois entendem que a garantia do direito à educação está diretamente relacionado com o direito e a autonomia das mulheres que são mães e estudantes, bem como do seu acesso e permanência no ensino superior. Com isso, o movimento torna público um problema social, qualificando a ação do diretor acadêmico como machista uma vez que a política do “se vira” recai prejuízos às mulheres-mães. Os e as estudantes são criminalizados por colocarem na ordem do dia a pauta da permanência estudantil das mães-trabalhadoras-estudantes!

Há muitos anos as mulheres no Brasil e no mundo lutam por creches, como direito das crianças e das mães. No entanto, para as mulheres trabalhadoras e estudantes esta política pública é condição para a sua inserção no espaço público. Este problema que parece invisível à sociedade, coloca sempre sobre os ombros da mulher a responsabilidade de cumprir com o cuidado e a educação das crianças, e culpa a mulher por todas as consequências que o descaso, e mesmo a ausência, de políticas para creches públicas, trazem a elas.

O Movimento pela Creche da Unifesp busca, desde 2012, tornar pública essa demanda na política geral das universidades no Brasil. Cabe a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis viabilizar esta demanda, afastar o praticado machismo institucional e não criminalizar, pois isso cria bloqueios ao pleno exercício político destas mães.

Por de trás desta tática supostamente “pedagógica” de pontuar a universidade como um espaço que não é apropriado para as crianças, está o não atendimento da demanda de estudantes e a exclusão dos setores mais dependentes da política de assistência estudantil.

Hoje o nosso quadro é de alto índice de evasão e são as mães as primeiras a serem expulsas da universidade. Inclusive, após o ocorrido, uma das mães do movimento trancou seu curso por não conseguir mais levar sua criança para aquele espaço.

É um absurdo esta acusação incoerente, trata-se de uma tática antiga, usada pelos setores burocráticos e direitistas, que para abafar o real debate político, persegue e criminaliza os membros do movimento.

Nesse sentido queremos reiterar que LUTAR NÃO É CRIME!!!

Não nos calarão! Lutar é um direito de tod@s! Sobretudo das jovens mães estudantes trabalhadoras.

Neste contexto convidamos estudantes, professores e funcionários, que como nós defendem o direito de lutar, assim como os movimentos sociais, a assinarem esta carta como forma de se posicionar em relação ao descabimento das acusações empreendidas contra os estudantes denunciados. Que além de enviar resposta à denúncia feita pelo diretor acadêmico Prof. Dr. Daniel Vazquez e de defender às/aos estudantes militantes do Movimento de Luta por Creche na Unifesp, requer-se que a Comissão de Sindicância seja dissolvida, para que não se inicie o trabalho de investigação.

Pra permanência ser de verdade, tem que ter creche na universidade!
Pra trabalhar e estudar, por creche eu vou lutar!
Chega da política do “se vira”!
É machismo sim!

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Ato na audiência da “Moradia retomada”

Com presença e cartazes, ontem apoiamos os companheiros processados na Moradia Retomada de 2012 na audiência no Fórum de Pinheiros.

Graças a esses 12 processados e outros estudantes, muitas vagas de alojamento existem até hoje, minimizando a falta de políticas adequadas de moradia e permanência na USP.

Nossa luta está longe de acabar. O processo está em andamento e é importante que todos saibam que os estudantes estarão presentes sempre que eles precisarem.

Porque nenhum lutador fica para trás!!!

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Fonte: Greve USP 2014

 

HISTÓRICO:


Na madrugada de um domingo de carnaval, 19/02/2012, mais uma vez, as forças militares (Tropa de Choque e Força Tática) invadiram o Conjunto Residencial dos Alunos da USP – Crusp. Desta vez, o corpo de quase 150 homens, desalojou os moradores da “Moradia Retomada”, espaço de resistência que, há quase 2 anos, se instalara no térreo do bloco G, reivindicando mais vagas para a moradia estudantil. Hoje, as vagas no CRUSP continuam sendo insuficientes para atender à grande demanda de alunos sem condições de se manter na capital para dar seguimento a seus estudos e as bolsas de auxílio aluguel não condizem com os reais valores de moradia na região do Butantã, hiper valorizada pela especulação imobiliária.

Covardemente, nessa madrugada de carnaval, esses homens fortemente armados cercaram a Moradia Retomada, impedindo até mesmo os moradores do bloco G de entrarem ou saírem de seus apartamentos e bloquearam a passagem para os moradores dos outros blocos, que desciam em solidariedade aos ocupantes do espaço.

A operação prendeu 12 alunos, dentre eles, uma estudante grávida, que, depois de ter sido agredida pelos policiais, foi colocada no ônibus/camburão, sem nenhum auxílio médico.

****Mais de 2 anos após a reintegração de posse chegou o dia da audiência que irá julgar estes estudantes que estavam em luta.***

Assim como Hideki que está preso por lutar pelas causas sociais, estes 12 estudantes também vão a julgamento por lutar por moradia para estudantes pobres. E você? Vai ficar só assistindo este circo de horrores, ou vai vir somar na luta em defesa de todxs xs nossxs companheirxs?!?!

Quarta-feira a partir do meio dia será realizada uma vigília em frente ao Fórum de Pinheiros durante a audiência!

Saiba mais sobre a Moradia Retomada, no blog: http://moradiaretomada.blogspot.com.br/

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