Minha experiência e da Anna Julia na congregação do dia 06-02-2013

Eu sou representante discente eleita pelos estudantes do Campus de humanidades da universidade federal de São Paulo. Na última reunião da congregação minha filha estava no campus pois após essa reunião teria uma apresentação de teatro, na disciplina sobre histórias da ditadura para crianças, elaborada por estudantes. O movimento de creche da Unifesp através do convite dos estudantes convidou em sua página as crianças para assistirem.
Antes da peça fui para a reunião da congregação e levei minha filha, ela esta no período de férias escolar, mas algumas vezes já teve que ir para a universidade comigo pois no município de Guarulhos, as creche atendem as crianças somente quatro horas (isso é o horário de uma aula). A mais de um ano, desde da greve de 2012 o movimento estudantil pauta uma creche como a garantia do acesso e permanência principalmente das mães-trabalhadoras na universidade.
As outras mães e responsáveis das crianças que brincavam com minha filha também foram assistir a congregação, reunião que é aberta para a comunidade. No momento em que entramos na reunião começou um debate de que as crianças não poderiam ficar naquele espaço pois elas estavam sendo expostas, É com essa afirmação eu concordo, pois elas passaram a ser expostas e de forma muito violenta quando alguns professores começaram a gritar e chamar as mães de irresponsáveis pelas crianças estarem naquele local, assim como quando o Diretor Acadêmico começou a cogitar a possibilidade de terminar a reunião por conta da presença das crianças, foi realmente uma exposição. Além disso quando eu perguntei: Então a ideia é que eu, Representante discente saía deste espaço pois minha filha não pode ficar nele comigo? As argumentações vinham no sentido de que se eu não pudesse estar naquele espaço que convocasse o meu suplente. Eu concordo de que outras pessoas além da mãe podem e devem ser responsáveis com o cuidado das crianças mais acontece que vivemos em uma sociedade machista que responsabiliza as mães com o trabalho do cuidado quase que 100%. Além disso temos um Estado junto as suas instituições que não garantem o acesso ao direito de forma universal, ou seja, se você não é homem, branco, heterossexual, e pertencente as classes dominantes não tem acesso aos direitos humanos mínimos.
Nesse sentido, as mães-trabalhadoras-estudantes ( e solteira) como e meu caso tem que ficar fazendo malabarismos para realizar sua tripla jornada e além disso conseguir pautar algo que já esta em nossa constituição que é as crianças tem o direito à educação!
Bom dado o cenário da congregação onde temos uma ampla maioria de professores 70%, 15% de funcionários e 15 % de estudantes. A reunião foi encerrada pela presença das crianças. Com essa ação me sinto coagida a não fazer parte deste espaço, que é público porque sou mãe. Além disso a exposição criada para as crianças no ambiente foi bem violenta, na minha opinião. Algumas pedagogas, argumentaram que o clima é muito hostil para crianças e que por isso não seria adequado, eu concordo depois de ver o comportamento agressivo de alguns professores. Mas para além disso, quero ressaltar que minha filha não vive numa bolha e nossa sociedade é e cada vez mais se torna violenta, infelizmente tinham crianças também no pinheirinho. Infelizmente crianças que estavam presentes estavam no 14 de Junho quando a polícia entrou no Campus atirando e jogado bombas. Infelizmente crianças presentes não tem direito à educação, à moradia, à saúde e etc etc…e estão sendo retirados (e não podemos esquecer que as remoções acontecem por ninguém menos que a polícia militar) do lugar onde sempre viveram com seus país porque quem decide pela cidade é….Nunca somos nós!!!Sim, nosso Estado é muito violento e imoral!!
Depois de alguns minutos, subi para ver quando seria a próxima reunião encontrei o Daniel Vazquez no corredor com mais três professores. Perguntei a ele quando seria a próxima reunião? Ele pediu licença para fazer uma explicação, pois já havia sido meu professor: E disse: Vocês trazerem as crianças para a congregação é a mesma lógica que os pais que levam os filhos para um puteiro (explicando que não era apropriado). Eu perguntei: Você esta relacionando a congregação a um puteiro? Ele disse: Não, estou exagerando o exemplo para você entender!!
Enfim, não entendi o exemplo. Mas o achei extremamente absurdo! Concordo que as crianças tem direito de fazer outras coisas, como brincar, correr, desenhar entre outras coisas. Justamente por isso estavam devidamente equipadas com brinquedos de mão, papéis e lápis de cor, e livros. Eu entendi que ele estava relacionando lugares inapropriados para crianças. Mas ainda me fica essa pergunta: A congregação que estava ocorrendo em uma sala de aula é esse lugar?
Ah, com certeza conversei com minha filha para saber como ela ficou, se estava se sentindo mal e tal, porque eu estava e muito. Ela me disse: Eles não queriam que eu ficasse na reunião, né? Eles são muito chatos!!!
E claro que dentro de toda essa conjuntura, sem dúvida a quem diga: essas mães, ao invés, de ficarem em suas casas trancadas com seus filh@s, para dar lhes segurança e proteção, no imaginário carro blindado e condomínio fechado, querem se expor e expor seus filh@s…Oi? Sim, somos mulheres públicas algum problema?

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Sem Moradia… Até Quando?

Reproduzimos abaixo um texto publicado no site da ADUNIFESP em 2011, sobre o grave problema de falta de moradia estudantil na UNIFESP. Até o ano de 2013, a entidade de representação dos docentes desta instituição era ferrenha opositora da gestão anterior da universidade, cujo reitor era Walter Albertoni. No texto, uma caloura de Pedagogia relata sua dificuldade de permanência, problema diário e comum à outras centenas de estudantes em todos os campi que não terão uma residência fixa durante o seu período de estudos na instituição. Até que ponto as diversas políticas de inclusão e democratização do acesso propagandeadas pelo governo federal, através do ENEM e SISU são de fato inclusivas, se o estudante após passar no vestibular não terá um lugar para ficar? As gestões da ADUNIFESP, tanto a anterior como atual, não só apoiam o “Movimento Unifesp Plural e Democrática” como são o próprio movimento, no período pré-campanha eleitoral e pós-eleitoral, e muitos dos seus ex-dirigentes ocupam hoje cargo de confiança na reitoria, eleita com apoio majoritário de técnicos e estudantes dos 6 campi da Unifesp que viam nesta candidatura uma alternativa à antiga gestão. Passado um ano da eleição da gestão da reitora Soraya Smaili, nem Reitoria nem ADUNIFESP, muito menos o Movimento Plural e Democrático se posicionaram em nenhum momento aos estudantes sobre os encaminhamentos para resolução do crônico problema de falta de residências universitárias, que tem se agravado a cada dia. Segue o texto publicado pela entidade docente , postado em 30/04/2011.

Sem Moradia… Até Quando?

Editorial

No mês de março, recebemos através do site da Adunifesp a mensagem de uma caloura do curso de pedagogia da Instituição, pedindo ajuda. A estudante mora em Jundiaí e precisava se deslocar até Guarulhos todos os dias para ir às aulas. Questionava o fato de a universidade diferentemente das demais federais não ter alojamento, criticava a burocracia para conseguir auxílio estudantil e a dificuldade ainda maior de acesso aos benefícios pelos ingressantes. Aflita, já falava em deixar a Unifesp nos primeiros dias de aula.
Encaminhamos a mensagem à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, que nos respondeu afirmando que havia criado um auxílio emergencial, com o intuito de atender casos mais críticos. Alguns dias depois, infelizmente recebemos outra mensagem da discente, agora ex-aluna da Unifesp, agradecendo a atenção e afirmando que acabou optando por outra instituição mais próxima de casa e que lhe oferecera uma bolsa integral. O auxílio da Pró-Reitoria fora insuficiente para que a nossa Instituição não perdesse a estudante. Particularmente, a falta de moradia estudantil mais uma vez mostrou-se desastrosa. Um fórum sobre o tema foi realizado no final de abril, mas a falta de ações concretas até o momento faz a iniciativa parecer apenas um arcabouço de democracia representativa.

É inaceitável que tantos anos após o início da expansão casos como este ainda estejam acontecendo. Quantos outros estudantes não deixaram a Instituição por motivos parecidos? Quem irá se responsabilizar pelo enorme prejuízo à sociedade e aos cofres públicos causado por vagas ociosas nas universidades públicas? Até quando conviveremos com condições de infraestrutura e permanência tão precárias? As importantes mobilizações do final de 2010 explicitaram que a Comunidade Unifesp exige ações imediatas. É necessário cobrar a concretização de todas as demandas negociadas com a Reitoria, para que tal situação não continue. Particularmente, é fundamental que a permanência estudantil de uma vez por todas torne-se uma prioridade da Instituição.

http://www.adunifesp.org.br/artigo/sem-moradia-ate-quando

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Irregularidades apontadas pelo TCU em pregão eletrônico na contratação de empresa para fiscalização da construção do Prédio dos Pimentas

Constitui irregularidade a inobservância, pelos administradores de órgãos e entidades jurisdicionados, dos entendimentos firmados pelo Tribunal de Contas da União, em especial na área de licitações

http://licitabrasil.wordpress.com/2014/01/19/constitui-irregularidade-a-inobservancia-pelos-administradores-de-orgaos-e-entidades-jurisdicionados-dos-entendimentos-firmados-pelo-tribunal-de-contas-da-uniao-em-especial-na-area-de-licitacoes

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Saiu na mídia: Unifesp Diadema

UNIFESP ADIA MAIS UMA VEZ OBRAS DO PRINCIPAL CAMPUS DE DIADEMA

Após sete anos, projeto de unidade no Bairro Eldorado passará por reformulação e segue sem data para sair do papel

Fonte: http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=56462

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EPM/Unifesp, Governos Federal e Municipal: Unidade de ação para as eleições de 2014

Soraya Smaili (reitora da Unifesp), Aloísio Mercadante (ministro da Educação) e Eduardo Suplicy (senador) posam com prefeitos - incluindo Fernando Haddad (PT - São Paulo) - durante lançamento da Frente.

Soraya Smaili (reitora da Unifesp), Aloísio Mercadante (ministro da Educação) e Eduardo Suplicy (senador) posam com prefeitos – incluindo Fernando Haddad (PT – São Paulo) – durante lançamento da Frente. Foto: Portal SP Noticias.

EPM/Unifesp, Governos Federal e Municipal assinam acordo para abertura de sede do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia em São Paulo

http://dgi.unifesp.br/sites/comunicacao/index.php?c=Noticia&m=ler&cod=4d91dcfc

Por reeleição e ajuda a Padilha, Dilma autoriza obras de entidades na área de saúde

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/01/08/por-reeleicao-e-ajuda-a-padilha-dilma-autoriza-obras-de-entidades-na-area-de-saude.htm?mobile

Frente de prefeitos vai trabalhar pelo desenvolvimento da Unifesp

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20046

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Carta do coletivo da ENESSO dentro da Unifesp sobre a questão da Transferência externa

Carta do coletivo da ENESSO dentro da Unifesp sobre a questão da Transferência externa:

Santos, 19 de dezembro de 2013.

À Coordenação do Curso e da Comissão do Serviço Social da Universidade Federal de São Paulo – Campus Baixada Santista.

O Serviço Social brasileiro possui um histórico de atuação muito peculiar e fortalecido quando sustentado pelas três entidades da categoria, a saber, Conjunto CFESS-CRESS, ENESSO e ABEPSS. Em nossa trajetória, empreendemos lutas conjuntas que tem garantido a defesa e o exercício de nosso Projeto Ético-político. Uma das mais incisivas lutas que possuímos na contemporaneidade se refere ao enfrentamento à precarização do ensino superior. O cenário político-econômico tem ameaçado a qualidade de nossa formação e agir na contramão disto, novamente, e felizmente, exige-nos unidade na luta.
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“Enquanto a Unifesp não se posiciona a população paga o pato”

Moradores do km 18 e Quitaúna em Osasco continuam na espera de soluções para a retirada do lixo no terreno que pertence a UNIFESP.

O terreno abandonado tem oferecido riscos aos vizinhos, e o índice de assalto e drogas no local só tem aumentado.

Situação do terreno em 15 de novembro

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Assembleia Estudantil de 11/12 aprova:

ATO NA CONGREGAÇÃO DA EFLCH *

8966_ncfVamos cobrar da Reitoria e Diretoria Acadêmica soluções imediatas aos problemas enfrentados no prédio da Torricelli, denominado “campus provisório da EFLCH”, locado por R$ 15 milhões de reais, mas que falta:

água, condições básicas de saúde e higiene, bandejão insuficiente, além do acervo da biblioteca estar fechado para consulta.

COMPAREÇA, NESTA QUINTA-FEIRA – 12/12 – A PARTIR DAS 14 HORAS – CONCENTRAÇÃO E OFICINA DE CRIAÇÃO DE FAIXAS.

FAÇA SUA PARTE, PARA QUE O PROVISÓRIO NÃO VIRE DEFINITIVO.

* OS REPRESENTANTES DISCENTES TAMBÉM APRESENTARÃO A REIVINDICAÇÃO DE UTILIZAÇÃO DOS ESPAÇOS ESTUDANTIS E MORADIA NO PIMENTAS.

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Dia de mobilização estudantil na UNIFESP. Compareça!!!

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Compareçam, nesta quarta-feira, 11/12.*

Em defesa da educação pública.

 Mobilização durante toda tarde seguida de Assembleia Estudantil às 18 horas. 

No Páteo (Colégio Torricelli).  

* conforme deliberação da Assembleia Extraordinária de  04/12.

https://www.facebook.com/events/1401232440117773/?fref=ts

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Manifesto à Reitora Soraya Smaili

Reitora desta universidade, não há muito, o véu democrático, que repousa sobre os pilares da Unifesp, foram manchados com a prisão de 46 estudantes no dia 06 de junho de 2012 e, poucos dias depois, em 14 de junho deste mesmo ano, quando na prisão de mais 25 estudantes. Os dois lamentáveis eventos se deram no campus de Guarulhos, no bairro dos Pimentas, na periferia de Guarulhos.

É confesso por Vossa Magnificência, Soraya Smaili, que é premente o processo de privatização do ensino no Brasil. Certamente é de conhecimento da Reitora, como não deveria deixar de ser, diante da ampla divulgação nos meios de comunicação, que o campus de Guarulhos, desde a sua origem, padece das mais elementares condições de infraestrutura, sequer há um prédio para as atividades acadêmicas.

Diante de condições tão carentes de uma verdadeira universidade é difícil, até mesmo quase impossível, esperar a tranquilidade ou a complacência de quem sente cotidianamente o direito à educação sendo arrancado.

Uma reitora, eleita sob as bandeiras da pluralidade e da democracia, de certo compreenderá a revolta, não de criminosos e baderneiros, como rotularam os verdadeiros depredadores da universidade, mas de jovens estudantes que em essência tomaram para si a tarefa de defender a educação pública ao se manifestarem e exigirem do governo federal melhores condições de ensino.

No jornal da Unifesp de dezembro de 2013, na carta da reitora, fala-se em avaliação com o objetivo de “sedimentar os acertos” e “corrigir os equívocos”. O maior erro cometido pela reitoria foi ter permitido a prisão dos estudantes, e ainda incorre nesse erro quando mantém os processos disciplinares, o que dirá o processo criminal.

A quem chamam de criminosos? Os que lutam por um bem coletivo? A esses cobram disciplina? Nada mais pavoroso! É a imposição de uma disciplina militar, autoritária. Somente um regime despótico elabora seu código de conduta e pune, à prisão, os que destoam do regulamento. Onde está a democracia? Onde está garantido o direito de divergir?

A universidade agiu com coerção! É essa a universidade que a reitora quer? São essas as “diretrizes que orientarão a vida universitária no próximo período”?

Evidentemente que uma reitora democrática não pode compactuar com tamanha barbaridade! O chamado para o I Congresso que reformará o estatuto e o regimento geral da universidade deve responder, de forma prioritária, a essa violência. Deve banir o Código de Conduta Estudantil.

E, acima de tudo, que se anulem imediatamente todos os processos aos estudantes da Unifesp, evidenciando de fato o comprometimento, desta gestão democrática, com os interesses verdadeiramente públicos da universidade.

Comitê Estadual Contra a Repressão

Manifesto entregue à Reitora Soraya Smaili durante o “Cara a Cara”, evento convocado pelo CAPB (Centro Acadêmico de Medicina)

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