Acidente fatal em obra de construção do Campus Pimentas

Acompanhe a matéria publicada no noticiário local e a nota oficial da Reitoria da Unifesp.

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Nota de Pesar: Ocorrência na obra do campus Guarulhos

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) lamenta profundamente a morte do funcionário Joabs de Melo Dantas, ocorrida na segunda-feira, 28 de julho, dentro do canteiro de obras do novo edifício do Campus Guarulhos. Ele era funcionário de uma empresa transportadora de materiais.

A Unifesp está acompanhando a perícia das causas do acidente, que vem sendo realizada pela Polícia Civil e outros órgãos competentes, e está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários. A obra está dentro das normas de segurança do trabalho recomendadas pela legislação pertinente.

A Unifesp se solidariza aos familiares neste momento de luto e tristeza.

Reitoria
Unifesp

28/07/2014 19:17

http://dgi.unifesp.br/sites/comunicacao/index.php?c=Noticia&m=ler&cod=4d92e4fe

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Carta pública do Movimento de luta por creche pública na UNIFESP

O Movimento de luta por creche da Unifesp elaborou uma carta pública convidando estudantes, funcionários e professores assim como os movimentos sociais e coletivos feministas pela dissolução da comissão de sindicância e para que não se inicie o trabalho de investigação contra as mães do movimento.

http://blogueirasfeministas.com/2014/07/movimento-de-luta-por-creche-publica-na-unifesp/

O Movimento de luta por creche da Unifesp elaborou uma carta pública convidando estudantes, funcionários e professores assim como os movimentos sociais e coletivos feministas pela dissolução da comissão de sindicância e para que não se inicie o trabalho de investigação contra as mães do movimento.

Nós, Blogueiras Feministas, já publicamos o depoimento de Agnes Verm, estudante-mãe-trabalhadora da Unifesp, que relata o que ocorreu em fevereiro desse ano. Seguimos com todo apoio ao movimento. 

Alunos do CEI (Centro de Educação Infantil) Lar de Crianças Ananda Marga participam do 'círculo do amor', uma acolhida 'zen' antes do café da manhã. A creche fica no Jardim Peri, zona norte de São Paulo, e atende 111 crianças de zero a 3 anos. Foto de Leonardo Soares/UOL.

Segue a Carta:

A criminalização da luta estudantil: pela permanência das mães estudantes e trabalhadoras na Universidade!

No dia 25 de junho de 2014, foram intimados quatro estudantes do Movimento pela Creche da Unifesp, dentro da instância da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) da Unifesp, sob a acusação de “difamarem” o diretor acadêmico da EFLCH após o ocorrido na Congregação (instância máxima de deliberação do campus Guarulhos) no dia 06 de fevereiro deste ano. A acusação foi gerada pelo fato de quatro crianças, filhas de ativistas do movimento de creche e de uma representante discente na Congregação, estarem presente na reunião. As mães foram acusadas verbalmente de irresponsabilidade e classificaram a atitude delas como “imoral” (nas palavras de uma das docentes), e os membros da Congregação votaram, na proporção vigente de 70% de docentes, pelo fim daquela reunião caso as crianças permanecessem naquele espaço “inapropriado” (uma sala de aula).

As crianças estavam ali porque participariam, após a reunião, de uma apresentação de teatro infantil em uma disciplina de graduação. Mas, além disso, elas também estavam ali porque suas mães e cuidadores queriam participar da reunião e tomar parte das decisões desse conselho. Com essa decisão da Congregação, colocaram duas opções a mãe-estudante-trabalhadora e representante dos estudantes naquele conselho: permanecer sem sua filha ou sair do espaço público e político com ela, ou seja, o próprio conselho decidiu por indiretamente expulsar essa mãe com sua filha. Ainda em conversa de corredor, o diretor do campus fez uma comparação dessa atitude dos discentes em levarem seus filhos naquele espaço como o mesmo que um pai que leva o filho a um “puteiro”, e complementou que estava “exagerando o exemplo”.

A acusação feita de difamação pelo diretor acadêmico da EFLCH tem, como supostas provas materiais, sete páginas de postagens e comentários na rede social, sobre o ocorrido, onde os acusados se posicionam contra atitude do diretor acadêmico e pela luta por creche, pois entendem que a garantia do direito à educação está diretamente relacionado com o direito e a autonomia das mulheres que são mães e estudantes, bem como do seu acesso e permanência no ensino superior. Com isso, o movimento torna público um problema social, qualificando a ação do diretor acadêmico como machista uma vez que a política do “se vira” recai prejuízos às mulheres-mães. Os e as estudantes são criminalizados por colocarem na ordem do dia a pauta da permanência estudantil das mães-trabalhadoras-estudantes!

Há muitos anos as mulheres no Brasil e no mundo lutam por creches, como direito das crianças e das mães. No entanto, para as mulheres trabalhadoras e estudantes esta política pública é condição para a sua inserção no espaço público. Este problema que parece invisível à sociedade, coloca sempre sobre os ombros da mulher a responsabilidade de cumprir com o cuidado e a educação das crianças, e culpa a mulher por todas as consequências que o descaso, e mesmo a ausência, de políticas para creches públicas, trazem a elas.

O Movimento pela Creche da Unifesp busca, desde 2012, tornar pública essa demanda na política geral das universidades no Brasil. Cabe a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis viabilizar esta demanda, afastar o praticado machismo institucional e não criminalizar, pois isso cria bloqueios ao pleno exercício político destas mães.

Por de trás desta tática supostamente “pedagógica” de pontuar a universidade como um espaço que não é apropriado para as crianças, está o não atendimento da demanda de estudantes e a exclusão dos setores mais dependentes da política de assistência estudantil.

Hoje o nosso quadro é de alto índice de evasão e são as mães as primeiras a serem expulsas da universidade. Inclusive, após o ocorrido, uma das mães do movimento trancou seu curso por não conseguir mais levar sua criança para aquele espaço.

É um absurdo esta acusação incoerente, trata-se de uma tática antiga, usada pelos setores burocráticos e direitistas, que para abafar o real debate político, persegue e criminaliza os membros do movimento.

Nesse sentido queremos reiterar que LUTAR NÃO É CRIME!!!

Não nos calarão! Lutar é um direito de tod@s! Sobretudo das jovens mães estudantes trabalhadoras.

Neste contexto convidamos estudantes, professores e funcionários, que como nós defendem o direito de lutar, assim como os movimentos sociais, a assinarem esta carta como forma de se posicionar em relação ao descabimento das acusações empreendidas contra os estudantes denunciados. Que além de enviar resposta à denúncia feita pelo diretor acadêmico Prof. Dr. Daniel Vazquez e de defender às/aos estudantes militantes do Movimento de Luta por Creche na Unifesp, requer-se que a Comissão de Sindicância seja dissolvida, para que não se inicie o trabalho de investigação.

Pra permanência ser de verdade, tem que ter creche na universidade!
Pra trabalhar e estudar, por creche eu vou lutar!
Chega da política do “se vira”!
É machismo sim!

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Ato na audiência da “Moradia retomada”

Com presença e cartazes, ontem apoiamos os companheiros processados na Moradia Retomada de 2012 na audiência no Fórum de Pinheiros.

Graças a esses 12 processados e outros estudantes, muitas vagas de alojamento existem até hoje, minimizando a falta de políticas adequadas de moradia e permanência na USP.

Nossa luta está longe de acabar. O processo está em andamento e é importante que todos saibam que os estudantes estarão presentes sempre que eles precisarem.

Porque nenhum lutador fica para trás!!!

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Fonte: Greve USP 2014

 

HISTÓRICO:


Na madrugada de um domingo de carnaval, 19/02/2012, mais uma vez, as forças militares (Tropa de Choque e Força Tática) invadiram o Conjunto Residencial dos Alunos da USP – Crusp. Desta vez, o corpo de quase 150 homens, desalojou os moradores da “Moradia Retomada”, espaço de resistência que, há quase 2 anos, se instalara no térreo do bloco G, reivindicando mais vagas para a moradia estudantil. Hoje, as vagas no CRUSP continuam sendo insuficientes para atender à grande demanda de alunos sem condições de se manter na capital para dar seguimento a seus estudos e as bolsas de auxílio aluguel não condizem com os reais valores de moradia na região do Butantã, hiper valorizada pela especulação imobiliária.

Covardemente, nessa madrugada de carnaval, esses homens fortemente armados cercaram a Moradia Retomada, impedindo até mesmo os moradores do bloco G de entrarem ou saírem de seus apartamentos e bloquearam a passagem para os moradores dos outros blocos, que desciam em solidariedade aos ocupantes do espaço.

A operação prendeu 12 alunos, dentre eles, uma estudante grávida, que, depois de ter sido agredida pelos policiais, foi colocada no ônibus/camburão, sem nenhum auxílio médico.

****Mais de 2 anos após a reintegração de posse chegou o dia da audiência que irá julgar estes estudantes que estavam em luta.***

Assim como Hideki que está preso por lutar pelas causas sociais, estes 12 estudantes também vão a julgamento por lutar por moradia para estudantes pobres. E você? Vai ficar só assistindo este circo de horrores, ou vai vir somar na luta em defesa de todxs xs nossxs companheirxs?!?!

Quarta-feira a partir do meio dia será realizada uma vigília em frente ao Fórum de Pinheiros durante a audiência!

Saiba mais sobre a Moradia Retomada, no blog: http://moradiaretomada.blogspot.com.br/

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Estudantes da Unifesp Osasco se mobilizam por gratuidade no transporte municipal

Solicitação de gratuidade do ônibus circular da Unifesp Osasco até a Comandante Sampaio

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Para: Reitoria da Unifesp

Devido aos problemas de acessibilidade para a chegada à UNIFESP- Campus Osasco, foi criada pela prefeitura uma linha de ônibus circular da empresa Viação-Osasco que faz o trajeto da estação Comandante Sampaio até a faculdade. Grande parte de seus usuários é de São Paulo e regiões próximas, o que significa que já pagam passagem por utilizar ônibus, metrô e trem. Portanto, viemos por meio deste abaixo-assinado solicitar a gratuidade do circular para os alunos, que atualmente pagam R$ 3,00 por cada passagem. Sendo uma possibilidade o uso de recursos para subsídio deste valor à empresa de ônibus.

Assinar abaixo assinado

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2ª Plenária do Ciclo de debates Universidade, Sociedade e lutas políticas convida para:

10384688_276473292554590_258773003789872711_nNo dia 23 de junho, durante a manifestação contra copa que tinha como bandeiras fim da repressão policial, da legislação antigreve e defesa dos demitidos políticos dos metroviários e rodoviários, a polícia civil agiu para prender os manifestantes Fábio Hideki, estudante da USP e Rafael Marques, professor de Inglês. Foram imputadas diversas acusações contra os presos políticos para mantê-los na carceragem.

O autoritarismo, a ação do Estado policial, prisões, tortura policial, processos, condenações e repressão às lutas políticas se intensificam no contexto de crise da sociedade capitalista e de criminalização de lutadores/lutadoras que resistem levantando as bandeiras dos movimentos sociais. É preciso dizer que as ações do Estado, governos e instituições burguesas contra manifestantes e militantes são um ataque às reivindicações levantadas pelos movimentos sociais.

Além da inviabilidade da sociedade capitalista atender todas as reivindicações, ela deixa claro que não admite questionamentos e, por meio da repressão tenta calar e colocar fim às diversas manifestações. Mas, independente das ações repressivas, há resistência, expressão da luta de classes que continuará. A partir de uma perspectiva da consciência de classe, é dever incondicional, defender os lutadores e lutadoras e exigir fim da perseguição política, processos e condenações e liberdade imediata dos presos políticos! Pela defesa das liberdades democráticas! Fim da legislação antigreve! Liberdade imediata dos presos políticos!

Dia e Local: 16/07 – Quarta-Feira – às 18 hs – Unifesp Guarulhos

Campus Provisório – Avenida Monteiro Lobato, 679

Centro – Guarulhos

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1º Ciclo de Debates: Universidade, sociedade e lutas políticas

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São muitos os acontecimentos importantes e polêmicos na Universidade no primeiro semestre de 2014. A maioria deles está diretamente ligada a eventos recentes da história da EFLCH: proposta de saída do campus dos Pimentas, greve de 2012, processos prisões e condenações contra o movimento estudantil, mudança para o campus provisório com o aluguel milionário do prédio do Grupo Torricelli. Em um contexto de mobilização da juventude pelo passe livre, contra a Copa do Mundo e do aumento da criminalização dos movimentos sociais, quais são os posicionamentos dos estudantes e da comunidade universitária sobre a atual conjuntura?

Com os objetivos de promover o debate e de mobilizar os estudantes por uma pauta reivindicatória ainda pendente, defender politicamente o movimento estudantil que sofre diversos processos, a Corrente Proletária Estudantil propõe o 1º Ciclo de Debates: Universidade, sociedade e lutas políticas. Convidamos as entidades, coletivos e estudantes da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas a construírem e a proporem atividades para os debates. A seguir, a primeira atividade proposta:

DEBATE:

Compra do prédio do Torricelli: Mais transferência de dinheiro público para o setor privado, divisão da EFLCH e saída dos Pimentas.

Dia e Local: 10/07Quinta-Feira – às 18 hs – Unifesp Guarulhos

Campus Provisório – Avenida Monteiro Lobato, 679 – Centro – Guarulhos

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CAFIL-UNIFESP chama para REUNIÃO DEBATE sobre A REPRESSÃO E OS PROCESSOS JUDICIAIS

Quinta, 3 de julho – 19 hs [após ato na Congregação]
Unifesp Guarulhos – Campus Provisório
Avenida Monteiro Lobato, 679 – Centro – Guarulhos
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No momento, três companheiras valorosas que estiveram na luta do movimento estudantil foram condenadas pela justiça. Elas, assim como diversos outros lutadores/a encamparam em 2012 uma greve de mais de 6 meses, além de ocuparem duas vezes a Diretoria Acadêmica. Para isso, a Polícia Militar teve de invadir a Universidade e reprimir e prender diversos ativistas.

A luta na Unifesp Guarulhos se iniciou em 2007, conjuntamente com a criação do campus. Campus esse que não constava – e ainda não consta – com uma infraestrutura capaz de atender as demandas dos estudantes e trabalhadores da Universidade. O ano de 2012 foi apenas o último episódio, até o momento, e o episódio de maior luta e combatividade que o ME protagonizou.

Além disso, muitos que lutaram e ainda hoje estão na luta, se deparam com o aparato repressivo da ordem burguesa nas ruas. Cada novo ato de rua é recebido com a Tropa de Choque de Polícia Militar, a Cavalaria, além de civis infiltrados, “à paisana”.

Temos hoje 2 presos políticos a partir de uma verdadeira “arapuca” montada pela polícia civil, buscando criar um flagrante. Além disso, diversas intimações da Polícia a partir de um inquérito que tem como propósito fichar quem está nas ruas, lutando, dia após dia.

Dentro das Universidades, ou fora delas, quem luta se depara com as forças repressivas da ordem. Além disso, na própria UNIFESP, nas últimas semanas tivemos conhecimento de que estudantes estão sofrendo sindicância, ora por ser a pessoa que pede a liberação para a quadra ser aberta, ora por se alimentar no bandejão e não pagar porque o auxílio-alimentação é insuficiente, e a sindicância mais recente, que o diretor acadêmico Daniel Vazquez move uma sindicância contra as estudantes, que são mães, na sua luta pela reivindicação da creche.

Toda prisão é uma derrota dos que estão na luta. Derrota parcial. Fruto da desorganização do movimento e das organizações que não se colocam à altura das lutas que começam a se protagonizar. Mas cada derrota pode ser um caminho para a vitória. Temos de aprender a lição dos últimos acontecimentos.

De forma imediata, devemos responder a essas prisões. Devemos encampar uma ampla luta contra os processos. E, portanto, essa reunião se propõe a isso, para que possamos tirar um aprendizado da atual situação, e possamos abrir a perspectiva do impasse que a juventude se encontra, lutando nas ruas, com toda a disposição, mas ainda não tem ao seu lado o movimento operário como força fundamental, não apenas para não sofrer da repressão policial e política judicial, mas sobretudo para conquistar as reivindicações que movem jovens hoje para as ruas.

Liberdade imediata aos presos políticos!

Abaixo os processos judiciais!

Evento: https://www.facebook.com/events/269398069910241/?ref_dashboard_filter=upcoming

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Ato na Congregação da EFLCH

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Em mais uma manobra, a Congregação votará pela compra do prédio do Colégio Torricelli. Desde 2012, quando a imposição do debate pela retirada do campus dos Bairro dos Pimentas ganhou força, uma campanha de mentiras e preconceitos em relação ao bairro, moradores e estudantes foi iniciada por setores conservadores e que sempre emperraram a consolidação da Unifesp no bairro durante todos esses 7 anos. Precisamos dar uma resposta contra mais essa manobra e iniciar um amplo debate sobre os rumos da nossa Universidade.

Quinta, 3 de julho às 14:00

Unifesp Guarulhos – Campus Provisório

Avenida Monteiro Lobato, 679 – Centro

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TROPA DE CHOQUE REALIZA PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE NA UNESP ARARAQUARA

Via os Estudantes em Luta da UNESP Araraquara, pela página Ocupação Unesp Araraquara 2014

““EU NÃO NEGOCIO COM INVASORES DE MERDA”:

UNESP “dialoga” com Tropa de Choque

Como é sabido, na madrugada do dia 30 de maio, conforme deliberado em Assembleia Geral Estudantil da FCLAr, ocupamos a diretoria da unidade. A ação se deu pela total falta de diálogo e compromisso da direção com as políticas de permanência e pelo uso de ações repressivas e autoritárias contra os estudantes. Desde o início, essa gestão é caracterizada por inúmeras sindicâncias, falseamento de demandas e falta de seriedade para com as reivindicações estudantis.

A revogação das 38 expulsões de estudantes da moradia estudantil é nossa reivindicação mais urgente, além do corte massivo de outros auxílios como auxílio-aluguel, auxílio-alimentação e bolsa BAAE-I. São medidas provenientes de um processo seletivo arbitrário, incoerente e que ao contrário das declarações do diretor da unidade, Arnaldo Cortina, não conta com a participação ampla dos três setores da universidade: professores, funcionários e estudantes, mas concentra-se nas mãos do vice-diretor e assistente social. Entendemos que o processo seletivo e seus critérios contradizem totalmente a sua única intenção, a de atender aos estudantes socioeconomicamente carentes, impossibilitando sua permanência na universidade.

Também é pauta nossa o fim dos processos administrativos e judiciais contra os estudantes, pela própria luta que se trava aqui e, noutros episódios, motivados pela censura de qualquer manifestação artística ou política. Clamar pela retirada destes processos significa denunciar a posição altamente repressora da gestão Arnaldo Cortina e Cláudio Paiva, que resolve com a justiça civil e polícia assuntos políticos da universidade.

A ocupação se deu primordialmente pela exigência de diálogo com a direção, que até então, era negligenciado. A congregação extraordinária chamada no dia seguinte à ação quebrou protocolos de divulgação e de votação, além de ser ilegítima por conta da greve docente vigente, que retira o poder de deliberação dos órgãos colegiados, e já escancarava a intenção da direção de autorizar a invasão policial para reintegração de posse antes de qualquer tentativa de diálogo. Apesar disso, a resistência dos estudantes ao continuarem ocupados forçou uma primeira negociação; porém, o que se viu foi uma falsa vitória. Nesta reunião, evidenciou-se a indisposição da direção a negociar as nossas pautas, além da falta de compromisso, visto a ausência do vice-diretor e da assistente social, responsáveis pelas políticas de permanência estudantil. Apesar do compromisso de continuidade das negociações, essas nunca se deram. Quando os diretores foram procurados e indagados sobre essa promessa anterior, mais uma vez foram escancaradas a intransigência e a arbitrariedade desta gestão. Exaltado, o vice-diretor proferiu ofensas graves aos estudantes: “EU NÃO NEGOCIO COM INVASORES DE MERDA”.

Depois desta última tentativa de negociação, ficou claro para os estudantes em luta e ocupados que, para os gestores desta unidade o diálogo se dá com força policial.

Às 5h da madrugada do dia 20/06, 3 semanas após a referida deliberação da assembleia, os estudantes foram surpreendidos com a presença da tropa de choque dentro da direção ocupada, forte e descabidamente armados para cumprimento da reintegração de posse, autorizada pelo diretor e incentivada por grande parte do corpo docente. Eles foram encaminhados para a 4ª D.P. de Araraquara, onde foram qualificados e liberados depois de algumas horas.

O triste desfecho desta ocupação evidencia qual é o projeto antidemocrático de universidade que estamos vivendo e quais as consequências deste que estamos sofrendo: arbitrariedade, autoritarismo, autocracia gestionária, total desacordo com os princípios humanísticos da universidade e desrespeito à classe estudantil e à sua autonomia política.

Essa política do “diálogo” somente com a força policial não é nova para o campus de Araraquara, visto que esse foi palco de teste da intervenção da PM na universidade em 2007. Foi no campus da Unesp de Araraquara que a polícia entrou pela primeira vez na universidade após a redemocratização, justamente para retirar a força os estudantes que ocupavam a diretoria da unidade, que coincidentemente lutavam por educação pública, gratuita e de qualidade. Esses estudantes criminalizados em 2007 lutavam contra os decretos do Serra que minariam a autonomia universitária, a mesma que nas mãos unicamente dos docentes com o poder de decisão de 70%, autorizou a entrada da PM no campus para reprimir estudantes. Agora vemos nossos 3 REItores das estaduais paulistas proferindo discursos pró mantimento da autonomia universitária nos jornais, sim, os docentes nunca foram contrários a perda da autonomia, mas são eles os gerenciadores da privatização. E se agora conclamam a sagrada autonomia (não para garantir que a política possa ser realizada livremente no espaço da universidade), denunciando a alteração do modelo universitário, é para garantir que não percam com a finalização do processo de privatização seus cargos de gerenciadores, que seriam melhores preenchidos pelos já gerenciadores dos bancos, da indústria e da grande mídia que estão comprando a universidade pública.

Lutar por política de permanência estudantil é lutar contra o processo de privatização da universidade, ao qual não cabe tal política, ao qual o ensino não será mais que uma mercadoria.

OS ESTUDANTES EM LUTA.

A LUTA CONTINUA!”

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UNIFESP OSASCO , ANO ELEITORAL TUDO PODE ACONTECER !!!

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