Manifesto do Comitê Estadual de Luta Contra a Repressão

1095094_178410639008650_690582028_n“Não há silêncio bastante
para o meu silêncio
Nas prisões e nos conventos
Nas igreja e na noite
Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio
(…)
O não dizer é o que inflama.
E a boca sem movimento
É o que torna o pensamento
Lume
Cardume
Chama”

Hilda Hilst, Roteiro do silêncio, 1959

Apresentação

O Comitê Estadual de Luta Contra a repressão é uma frente pela defesa coletiva dos presos e processados políticos. Surgiu como iniciativa de unidade do movimento estudantil duramente reprimido pela burocracia universitária e pelo Estado, com prisões e centenas de processos. Em junho de 2013, no Congresso da UNE, ocorreu uma plenária contra a repressão convocada pelo DCE da UNIVILE-SC, contando com a participação de estudantes de várias universidades do país que relataram os casos de repressão. Foi aprovada a organização de uma plenária nacional contra a repressão para a constituição de um Comitê.

Essa proposta tomou concretude em São Paulo, em julho de 2013, com a mobilização e prisão dos estudantes da UNESP, além das várias ações repressivas do Estado nas jornadas de junho, os estudantes da USP, UNIFESP, UNESP e trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô constituíram uma frente contra a repressão. No dia 15 de agosto foi realizado o primeiro ato de rua seguido de uma plenária para discutir a organização do movimento, assim foi aprovado o Comitê Estadual de Luta Contra a Repressão. Em setembro do mesmo ano, foi realizado um outro ato que contou com a presença de representantes dos movimentos por moradia. O Comitê segue na sua organização com o propósito de defender coletivamente os presos e processados políticos. Defendemos e convocamos à unidade os movimentos estudantis, sindicais e populares. A repressão ao conjunto dos que se mobilizam pelas suas reivindicações deve ser respondido de maneira unitária.

O Comitê Estadual de Luta Contra Repressão defende:

- Liberdade Imediata a todos os presos políticos!

- Fim de todos os processos à estudantes e trabalhadores!

- Fim do Genocídio contra a população negra, dos trabalhadores do campo e indígenas!

A necessidade do Comitê

A agudização da crise capitalista mundial coloca os explorados frente aos exploradores num impasse sem solução por via da negociação. Por um lado, os movimentos precisam travar lutas homéricas pelas reivindicações mais essenciais e por outro lado, os governos precisam avançar contra as massas para atender os interesses da classe social a quem representam. Isso implica num aumento da repressão no mundo todo por parte do Estado.

Frente a necessidade de defender a propriedade privada dos meios de produção, a classe dominante resga suas próprias leis ou inventa outras novas que sirvam a garantir sua posição de exploradora. No Canadá, estudantes da universidade de Quebec saíram às ruas contra o aumento das anuidades e o governo prontamente aprovou leis de proibição das manifestações. Na universidade de Birmingham (Inglaterra) 13 pessoas foram presas no dia 30 de janeiro por manisfestarem-se contra o aumento da taxa de matrícula e os baixos salários dos funcionários.

Os planos de austeridade aplicados a mando dos bancos alemães nos países de economia mais frágil da Europa, a tentativa de suprimir os levantes no oriente médio e norte da África, a repressão contra o movimento estudantil no Chile e os ataques às jornadas de junho do Brasil que mobilizaram toda a juventude contra o aumento das tarifas nos transportes, são demonstrações da tendência mundial do capitalismo na sua fase imperialista de não ceder um centímetro aos movimentos, pelo contrário, mostra a sua avidez em avançar mais e mais contra as condições de vida dos explorados.

Nesse quadro, reconhecendo que a repressão tende a se generalizar ainda mais (o movimento contra a Copa no Brasil já dá sinais claros disso), os movimentos dos que estudam e trabalham devem se unir para organizar sua autodefesa. O Comitê Estadual de Luta Contra a Repressão é uma frente criada pelo movimento estudantil universitário para tentar responder de forma unificada e organizada a todos os ataques que vem sofrendo por lutar pela universidade pública. Na USP, UNIFESP e UNESP, são mais de 300 processados. Na UNIFESP de Guarulhos são mais processados que formados desde a sua inauguração em 2007.

O caráter estudantil do Comitê deve ser superado com a incorporação de outros setores à frente. Isso se faz com uma campanha pela defesa política e jurídica dos lutadores. Jurídica porque não pode haver companheiro nenhum sem acompanhamento de advogados e política porque a única forma de pender a correlação de forças para o lado do movimento é transformando a defesa dos processados em pauta prioritária de todos os setores. É entendendo que a repressão não é problema só de estudantes e que faz parte dessa orientação geral do Estado de quebrar a resistência para avançar mais nos ataques aos direitos.

Os processos civis e administrativos impõem a fragmentação dos movimentos porque juridicamente aparecem como processos diferentes, com acusações diferentes e uns processos correndo em segredo de justiça, inclusive. O papel e a importância que o Comitê assume diante disso é o de organizar a luta contra a repressão de forma coletiva, sem deixar nenhum companheiro sozinho, e desmascarar os ataques políticos disfarçados de jurídicos. Os governos e as burocracias das universidades atacam as bandeiras que os movimentos leventam, portanto, suas reivindicações.

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O que é o Unifesp em Luta?

O Unifesp em Luta é continuidade do blog da greve de 2012 (www.greveunifesp.wordpress.com). A comunicação do movimento estudantil por meio do desenvolvimento de uma mídia independente foi uma importante ferramenta, que projetou o movimento da Unifesp em 2012 nacionalmente, na luta por sua pauta histórica que é a construção do prédio principal do campus da EFLCH no bairro dos Pimentas e a permanência de todos os cursos no bairro da periferia de Guarulhos, juntamente com as pautas de assistência estudantil.

Continuem acompanhando a mobilização estudantil na Unifesp no blog “Unifesp em luta“, continuidade do mesmo trabalho realizado em 2012. Publicamos abaixo algumas curiosidades sobre o blog da greve, como os número de acesso entre a greve de 2012 e início de 2013, quando o www.greveunifesp.wordpress.com foi encerrado.

Participem!

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www.unifespemluta.wordpress.co
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Saiu na mídia: Terreno para o campus da UNIFESP virou “lixão”

Terreno para o campus da UNIFESP virou “lixão”, acusa vereador Valdir Roque

Segundo o petista, a prefeitura está cumprindo sua parte, mas a universidade não está cumprindo a dela

Fonte: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=83186

Veja mais:

Reitora apresenta projeto do novo Campus Osasco ao MEC
Ao lado do prefeito do município, Soraya propõe integração entre universidade e a comunidade local; obras devem iniciar em 2014

http://dgi.unifesp.br/sites/comunicacao/index.php?c=Noticia&m=ler&cod=4d90dcfd

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Foto: site Unifesp. Publicado em 25/10/2013.

 

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SEM LUTA UNIFESP NÃO RETORNA À PERIFERIA

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Greve e ocupação em 2012: luta dos estudantes garantiu o início das obras!

Desde 2007 os estudantes lutam contra a precarização da Unifesp. Não será diferente em 2014. A mudança a toque de caixa, imposta pela conservadora Congregação, impôs à comunidade acadêmica um local pior que o anterior, prejudicando ainda mais a formação dos estudantes. E tudo isto pela bagatela de R$ 15 milhões dos cofres públicos.

O principal objetivo desta manobra da Congregação era afastar os estudantes das obras no Pimentas. E logo no início uma das docentes que mais defendem a saída dos Pimentas, ardilosamente, tentou atrapalhar o inicio das obras. Coisa de gente tinhosa. Por pouco a justiça paralisa as obras do prédio do Campus Guarulhos Pimentas.

Em 2014 o governo federal promete cortar verbas da universidade. A reitoria reclama pelos cantos, sabe que seus projetos plurais e democráticos estão ameaçados. Neste sentido, vem mobilizando seus aliados para usar o movimento estudantil como massa de manobra. Vamos ficar atentos, até porque este corte de verbas, além de prejudicar os estudantes bolsistas, pode ainda ser utilizado para implodir a construção do prédio no Pimentas.

Entre as diversas lutas estudantis duas se destacam: volta aos Pimentas e a disputa pelo poder na universidade. Os docentes brigam por cada centavo do orçamento da Unifesp e devemos fazer o mesmo. Enquanto não entramos nesta disputa pelo poder, resta aos estudantes que dependem de bolsa verdadeiras migalhas. O que garante o poder docente? Simples, o regime imposto nas votações de 70% (docentes) – 15% (estudantes) e 15% (TAs).

Sem uma ampla mobilização estudantil, todo o plano dos escolásticos, parte do famigerado “dossiê Juvenal”, paulatinamente será imposto: dividir a universidade. Alguns cursos não devem voltar para o Pimentas após conclusão das obras, principalmente filosofia, ciências sociais e história. O restante Pedagogia, Letras e História da Arte não está clara qual a posição docente.

Uma coisa é certa: para a grande maioria dos acadêmicos que se instalaram no poder, periferia é sinônimo de vândalos. Morrem de medo.

2014: fiscalização das obras no Pimentas

A direção da Unifesp deve publicar o relatório físico financeiro das obras. Este relatório demonstra o pagamento versus o andamento das obras. A Unifesp deve liberar verbas de acordo com o andamento das obras. Se a construtora atrasar, não deve receber. Outro dado: questionado sobre o andamento das obras, durante a última reunião da Congregação, o diretor Daniel Vazquez sequer se posicionou.

Orçada em mais de R$ 50 milhões pós licitação, a Unifesp deve prestar contas a cada mês sobre o andamento das obras. Já levaram um puxão de orelha do Tribunal de Contas da União no episódio da empresa gerenciadora das obras. Parece que não aprendem, típico da arrogância instalada na Reitoria Plural e Democrática.

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Carta de repúdio do Movimento pela Creche na Unifesp

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Ninãs zapatistas.

Nós, do Movimento por Creche na UNIFESP, repudiamos a todos e todas que, na Congregação do dia 06/02/14, se manifestaram votando contra a presença de três crianças e um bebê no ambiente que ocorreu a Congregação. Repudiamos as ofensas proferidas por docentes-membros em sessão e após o encerramento dela. Repudiamos a culpabilização das mães. Repudiamos a declaração em rede social da Direção Acadêmica que, utilizando-se do e-mail institucional, manipulou acusações mentirosas para mascarar atitudes machistas e reprodutoras da opressão contra as estudantes-mães!!!

O machismo acabou! As questões de classe também! Profere-se aos sete ventos. Mas as mulheres pobres têm jornada tripla: responsáveis pelo trabalho doméstico, cuidado dos filhos e trabalho remunerado. Na universidade essa jornada aumenta, pois além dessa carga, nós também estudamos. Nós, mulheres, queremos participar sim! dos espaços políticos. Saímos dos espaços privados. Fomos trabalhar. Hoje nos inserimos nas universidades, inclusive aquelas destinadas às elites brasileiras, as tais universidades publicas. Mas, para alem de estudar, queremos fazer política nas universidades. Somos mulheres publicas, políticas e politizadas! A atitude manifesta da congregação privou as mães daquele espaço político!

Ontem (06/02/14), na Universidade Federal de São Paulo, campus Guarulhos, estavam previstas uma Congregação que deliberaria diversas pautas – entre elas o projeto de moradia e outros espaços estudantis no campus definitivo em construção (bairro do Pimentas) – uma peça teatral infantil e uma aula do departamento de pedagogia, estas ultimas, contando com participação central de crianças.

Algumas mães, para participarem desta sessão, levaram seus filhos à Congregação (quatro crianças), o que mudou todo o seguimento da mesma. Após as crianças se acomodarem em roda e pegarem livros para leitura foi colocado em discussão o encerramento imediato da sessão dada à presença de crianças. Alguns professores presentes acusaram a ação das mães de imoral afirmando exclusividade na preocupação do bem-estar das crianças, ressaltando recorrentemente a displicência das mães presentes e exposição que as mesmas estavam submetendo seus filhos.

Após votarem pelo fim da congregação e fechamento da mesma apenas para membros, excluindo os demais da comunidade acadêmica de participação política, continuaram acusações, entre elas que as mães estariam usando as crianças para uma causa, chegando à comparação esdrúxula do diretor acadêmico: “trazer sua filha pra aquele espaço é o mesmo que um pai levar o filho num prostíbulo”.

Nós denunciamos e exigimos o reconhecimento público de todas essas atitudes por parte da congregação. A direção acadêmica disponibilizou um áudio da sessão que contém apenas as falas feitas no microfone como meio de se isentarem de suas atitudes conservadoras e antidemocráticas, manipulando as informações e nos acusando de mentir. Mesmo nesta gravação parcial se observa uma postura autoritária diante da escolha das mães sobre sua participação política, sendo representantes ou não neste conselho, e se querem ou não que seus filhos participem daquele espaço!

Não nos calaremos!Queremos sim estar nos espaços políticos e esse direito deve estar garantido!

Movimento pela Creche na Unifesp

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Carta de docentes do campus Diadema ao CONSU de 12/02

Publicamos abaixo a carta dos docentes de Diadema lida no CONSU na reunião de 12/02 em que os professores representantes denunciam a situação de “sepultamento academico” do Campus.

Leia aqui o documento na íntegra: Carta ao Consu – Docentes de Diadema

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ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES DA UNIFESP GUARULHOS-TORRICELLI

Conforme deliberado na última assembleia estudantil em 11/02, segue convocação:

ASSEMBLEIA GERAL DE ESTUDANTES
TERÇA, DIA 18/FEVEREIRO
18H
PÁTIO DO CAMPUS

Pautas: Informes; Condições do campus – Creche, Falta dágua, Obras no Pimentas…; Debate e Mobilização; Deliberações.

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Relembre: Entidades realizam ato durante posse do Conselho Universitário

Inauguramos no blog a seção “Relembre”. São textos, moções e matérias publicadas sobre a Unifesp em diversos meios trazidos aos acontecimentos atuais, principalmente neste início de 2014 com o evidente aprofundamento da crise institucional da Unifesp que remonta períodos anteriores de grande mobilização da comunidade, como as greves de 2010, 2011 (técnicos) e 2012. Inauguramos com uma moção do Conselho de Entidades da UNIFESP, lida em ato na posse do CONSU após a reforma estatutária finalizada em 2010.

“Estudantes de vários Campi da Unifesp, sobretudo Santos e Guarulhos, ocuparam o auditório Marcos Lindemberg durante o ato de posse do novo Conselho Universitário, para protestar por melhores condições de permanência e infraestrutura na Instituição. O estudante Klaus Ficher leu uma carta em nome do Conselho de Entidades, criticando os poucos avanços democráticos da reforma do Estatuto da Instituição. Este foi o primeiro Conselho Universitário eleito já sob as novas regras estabelecidas pelo “novo” documento.”

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PM volta ao Campus da Unifesp

Estudante que dormia na sala do Centro Acadêmico é abordado pela PM durante a noite da última terça-feira. Por falta de moradia, estava pelo segundo dia consecutivo dormindo na sala quando a guarda terceirizada chamou a PM. Acompanhe a denúncia abaixo encaminhada pelo estudante às instâncias administrativas da Unifesp:

A denúncia que segue faz menção a agressão cometida por policiais militares acionados pelo setor de vigilantes e zeladoria do campus. Em virtude do estudante em questão estar alojado nas dependências do campus, no lugar reservado para os centros acadêmicos. O estudante em questão encontra-se em situação de desabrigo, pois o mesmo não recebe bolsa, e esta obrigado a passar as noites na rua, ou nas dependencias da UNIFESP.

O fato que desencadeou a agressão policial ocorreu do seguinte modo: por volta da meia noite, um dos vigilantes se recusou a diologar sobre situação de desabrigo em que o estudante em questão se encontra, e acionou policiais militares que utilizaram da truculência para expulsá-lo por meio de ameaças e perseguição em mão armada dentro do campus; levando em conta que o estudante não representa perigo nenhum a vida dos envolvidos, e o exagero da ação repressiva policial é algo que deveria ser repudiado, causando repúdio no meio estudantil, principalmente devido ao fato da universidade ser um lugar para contrução e manutenção do diálogo e do saber, e não da ignorância armada.

O estudante solicitou por meio da ouvidoria abertura de inquérito e punição aos envolvidos, desde a equipe de segurança, zeladoria, diretoria administrativa e policiais militares.

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Terreno da UNIFESP é tomado por lixo, insetos e ratos

O terreno destinado à construção da UNIFESP, em Quitaúna, encontra-se tomado pelo lixo, mato, insetos e ratos. O pior ponto, entre a esquina das avenidas Hildebrando de Lima e Newton Stillac Leal, tornou-se um ponto de passagem com grande insegurança para os transeuntes.

Administrado pela própria UNIFESP, o terreno é historicamente invadido para desova de automóveis e lixo domestico. Os relatos dos moradores do bairro de Quitaúna denunciam que, além do lixo acumulado dentro do terreno, os arredores –especialmente as calçadas- também acumulam lixo.

A Prefeitura de Osasco realizou uma operação de limpeza no local em Dezembro, ainda assim o despejo de entulho e lixo continua.

Fonte: http://www.planetaosasco.com/manchetes/38345-terreno-da-unifesp-e-tomado-por-lixo-insetos-e-ratos

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